segunda-feira, 30 de maio de 2011

Greve de fome em Bragança






O SR. CÉSAR FERNANDES ENCONTRA-SE À 6 DIAS ( NOS CLAUSTROS DA SÉ EM BRAGANÇA), EM GREVE DE FOME.

AO SR. CÉSAR, FOI-LHE RETIRADA UMA PENSÃO VITALÍCIA, QUE LHE FOI ATRIBUÍDA PELA SEGURANÇA SOCIAL EM 1983.

O SR. CÉSAR TEM UMA INCAPACIDADE DE 69%.

O SR. CÉSAR APELA A QUE POR TODOS FAÇAMOS CHEGAR A SUA VOZ À COMUNICAÇÃO SOCIAL E A QUEM DE DIREITO.

É URGENTE SER VISTO POR UM MÉDICO POIS A SUA SAÚDE ESTÁ CADA VEZ MAIS DEBILITADA.

TAMBÉM É IMPORTANTE IR E ESTAR AO PÉ DESTE HOMEM PARA NÃO SE SENTIR SÓ, PORQUE ABANDONADO JÁ ELE FOI PELAS INSTITUIÇÕES.

sexta-feira, 11 de março de 2011

[Grécia] Grevistas vencem!!!

Os grevistas venceram!

Hoje (9 de Março) às 05:45 horas, após reunião com os representantes do Governo da Grécia, os imigrantes finalizaram a greve de fome!
...
O Governo propôs :
Autorização de residência para os grevistas que estão na Grécia por tempo igual ou superior à 8 anos

Renovações (por tempo indeterminado) de 06 meses em "regime de tolerância" (com permissão para viajar e regressar) até que se complete o tempo as condições requeridas para obtenção de permissão de estadia ou visto de trabalho.

Indymedia

segunda-feira, 7 de março de 2011

[Grécia] Depois de 48 dias em greve de fome, são 78 imigrantes hospitalizad@s

Os cerca de 300 imigrantes em luta pela legalização na Grécia viveram sábado o seu 40º dia de greve da fome. Os médicos que os acompanham decidiram já a hospitalização de 78 devido a vários problemas de saúde considerados graves. O governo grego propôs aos imigrantes um "regime de tolerância" que estes rejeitaram unanimemente por não corresponder à legalização que pretendem.Além de se distinguir pelas violentas medidas de austeridade contra a população, pelo agravamento da repressão, pela cedência permanente perante as imposições de Bruxelas e do FMI, o governo grego de George Papandreu e do PASOK (Partido Socialista) caracteriza-se igualmente pela crueldade perante os imigrantes. Para tal recorreu a medidas que só foram anteriormente assumidas pela ditadura dos coronéis.

Os cerca de 300 imigrantes em greve da fome nas cidades de Atenas e Tessalónica não chegaram há poucos dias à Grécia. Todos vivem e trabalham no país há mais de seis meses e pretendem a legalização da sua situação e liberdade de movimentos. Para isso iniciaram uma greve da fome em 25 de Janeiro, a maioria nas instalações da Faculdade de Direito em Atenas. Para os expulsar das instalações universitárias, o reitor da Universidade de Atenas e o governo recorreram à polícia, violando uma norma básica da vida ateniense em vigor desde o fim da ditadura: a autonomia universitária não é compatível com as intervenções policiais nos espaços universitários.

Desde então, os imigrantes em greve da fome têm estado alojados no edifício Hypatia, na Avenida Patisson.

Os médicos que os assistem decidiram-se, entretanto, pela hospitalização de 78 até ao momento. Estão sob a ameaça de falhas renais e sofrem de desidratação grave, de arritmias cardíacas e de outras manifestações sérias decorrentes da privação de alimentos. A polícia deslocou-se aos hospitais onde se encontram pedindo identificação aos médicos que os assistem e informações sobre os estado de saúde dos internados. Como os clínicos recusassem prestar informações os agentes anotaram os seus nomes.

A polícia de choque tentou entretanto impedir uma conferência de imprensa sobre a situação dos imigrantes que sindicalistas, artistas e activistas anti-racismo promoveram junto ao Parlamento na quarta-feira. Para o efeito chegou a molestar fisicamente os participantes.

Na sexta-feira, os imigrantes decidiram por unanimidade rejeitar uma proposta governamental de concessão de um "regime de tolerância", considerando-a "uma artimanha" que não corresponde à legalização da sua situação, à liberdade de movimentos e direitos laborais.

Os imigrantes em greve da fome decidiram também rejeitar a exigência do Ministério da Saúde de serem todos os hospitalizados sublinhando que continuarão sob os cuidados dos médicos que os têm acompanhado.

Retirado de: Indymedia PT

10 de março: Jornada Internacional de Ação em solidariedade com os 300 trabalhadores imigrantes em greve de fome na Grécia


“DON’T VISIT GREECE”

Por favor, publicar, imprimir e divulgar o seguinte texto

Últimos conselhos de viagem para a Grécia:

É possível que você já tenha ouvido falar que a Grécia é um país bonito para visitar, com deliciosa comida e pessoas muito hospitaleiras. Cuidado: isso não é toda a verdade. A realidade para centenas de milhares de visitantes é completamente diferente. Existe uma ameaça geral de violações dos direitos humanos. Os expatriados e visitantes que cruzam a fronteira grega, podem ser deportados ou transferidos para centros de detenção durante 2-4 meses ou mais. Se ou quando esses visitantes são libertados, são forçados a trabalhar na agricultura, na indústria local, no crime organizado, ou como vendedores ambulantes, sem documentos ou quaisquer outros direitos civis. Os visitantes à Grécia são avisados sobre o abuso, a intolerância, o ódio, a calúnia e a violência indiscriminada por parte do Estado grego…

A Grécia está explorando aproximadamente 500.000 imigrantes ilegais e refugiados, para melhorar o estado miserável da economia. No ano passado, cerca de 140.000 imigrantes cruzaram a fronteira grega em busca de uma vida melhor. A maioria deles vai ser ilegal durante vários anos e tratados como escravos contemporâneos indesejáveis.

Desde 25 de janeiro, 300 imigrantes que trabalham e vivem na Grécia há muitos anos começaram uma greve de fome em todo o país, em Atenas e Tessalônica. Eles estão exigindo a legalização de todos os imigrantes ilegais na Grécia. Sua luta é uma luta de todos os imigrantes, dos trabalhadores e dos cidadãos do mundo.

Na próxima quinta-feira, 10 de março, será o 45º dia da greve de fome dos 300 imigrantes, no entanto, o Estado grego ainda não respondeu às suas justas reivindicações!

Convocamos as pessoas na Grécia e em todo o mundo para realizar no dia 10 de março ações de desobediência civil, em solidariedade com os 300 grevistas. Pedimos a todos que assinalem suas ações ao ponto fraco da Grécia, o turismo: 15% do Produto Interno Bruto (PIB) da nação vem do turismo. De fato, o turismo e a imigração são os dois lados do direito legal da liberdade de movimento.

Nós propomos um alvo fácil de alcançar que pode ser encontrado em quase todos os países: Escritórios de Turismo da Grécia. Podem, por exemplo, se manifestar, bloquear, ocupar, distribuir folhetos, ou executar outras ações criativas do lado de fora, dentro ou perto dos Escritórios de Turismo da Grécia.

Os endereços dos Escritórios de Turismo da Grécia no estrangeiro estão aqui:

http://internezia.net/addresses.html

Se você [grupo, rede, movimento ou organização] não tiver um Escritório de Turismo da Grécia em sua cidade, você pode direcionar suas ações contra as embaixadas ou empresas gregas, ou simplesmente se manifestar em lugares públicos ou nos meios de comunicação.
300 Assassinatos ou Legalização

Mais infos sobre a greve de fome dos 300:

http://hungerstrike300.espivblogs.net

“Todos os imigrantes do mundo”

tradução por agência de notícias anarquistas-ana


sábado, 5 de março de 2011

Diários Secretos de Valentina

Foi posto para download no Indymedia uma zine que compila os maiores sucessos jornalísticos da Valentina Marcelino, sucessos como “Movimento extremista ameaça Presidente de morte”, “Grupos radicais anarquistas fizeram emboscada à polícia”, “Cimeira da NATO em Lisboa alvo da Al-Qaeda e de anarquistas” e muitos mais!

"Esta publicação não é sobre uma jornalista. Não nos interessa se ela é simpática ou se é uma boa tia dos seus sobrinhos. Qualquer réstia de atenção sobre a sua vida não terá como objectivo outra coisa senão os interesses que movem a produção das «notícias» aqui publicadas. O que a cobertura dos protestos contra a cimeira da NATO veio provar é que existe toda uma série de Valentinas a pulular pelos jornais, prontas a desenvolver as piores reportagens em nome dos “melhores” interesses.

Esta publicação é, sim, sobre jornalismo, sobre toda uma cobertura mediática, além fronteiras, que se tem desenvolvido em torno de um objecto bastante específico – a “extrema-esquerda anarco-autonomista” – e como esta, mesmo no seio das práticas que actualmente caracterizam a actividade jornalística (concentração empresarial, crise do jornalismo de investigação, precariedade contratual e ausência de autonomia, aumento de poder das agências privadas, etc) assume uma particularidade que merece ser destacada, analisada e desconstruída."


Podem descarregar aqui.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Abril em Março: lutas mil

Este Março, Abril e Maio vêm mais cedo. Uma alteração no calendário que, infelizmente, tende mais a acompanhar uma série de ataques sociais, do que traduzir um poder de resposta por parte dos que sofrem com os mesmos.

O anúncio destes ataques sucede diariamente, à medida que crescem os sinais de uma eventual intervenção financeira do FMI e da UE. Recentemente, cerca de 12 000 desempregados perderam a única fonte de rendimento auferida, um reflexo, segundo declarações do secretário de estado Valter Lemos, do “bom funcionamento do sistema”. Dias antes, o ministério do trabalho e da solidariedade social anunciava a cobrança de dívidas à segurança social contraídas por 20 000 trabalhadores a recibo-verde, uma condição caracterizada por elevados níveis de precariedade e por reduzidos níveis de rendimento.

Tais medidas não causam espanto, apenas indignação. Aquilo que nos é apresentado como crise, ou como resposta à mesma (do PEC à «ajuda externa») é o resultado do processo de evolução de um regime económico que bateu contra a sua própria parede, procurando no endividamento financeiro aquilo que não conseguia ganhar junto dos trabalhadores-consumidores.

O alcance da austeridade, do aumento da exploração e dominação sobre quem trabalha à destruição do direito à saúde, exige um desafio à altura. É com o objectivo de, aos poucos, criar as bases para uma resposta comum que, durante o mês de Março, várias iniciativas terão lugar.

As Jornadas AntiCapitalistas, desenvolvidas por vários grupos e indivíduos, decorrerão de dia 1 a 8 de Março, culminando numa manifestação no dia 5, às 15h, no Jardim do Príncipe Real. Composta por várias actividades, de debates a lançamentos de publicações, estas jornadas propõem uma outra crise, incentivada por uma “prática que não se cinja a comités centrais, tácticas parlamentares, políticos profissionais”, mas que constitua “um momento de encontro, de reflexão e de acção, no qual possamos pensar como nos vamos organizar para reclamar as nossas vidas e os nossos espaços”.

Para o dia 12, encontra-se marcado para a Avenida da Liberdade o protesto da geração à rasca. Uma proposta que, não obstante a limitação do seu âmbito (como se a precariedade apenas atingisse jovens licenciados), parece partir de uma lógica apartidária, reunindo em seu torno a atenção de milhares de pessoas. No mesmo dia, a Fenprof convoca para o campo pequeno uma concentração contra os cortes na educação, responsáveis pela precarização e desemprego de milhares de docentes. Finalmente, no dia 19, a CGTP sairá a rua, propondo um dia de protesto e indignação contra as políticas do governo.

Retirado de: Indymedia PT

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência

A Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência é um movimento social independente do Estado, de empresas, partidos políticos e igrejas, que reúne moradores de favelas e comunidades pobres em geral, sobreviventes e familiares de vítimas da violência policial ou militar, e militantes populares e de direitos humanos. A Rede se constrói pela soma, com preservação da autonomia, de grupos de comunidades, movimentos sociais e indivíduos, que lutam contra a violência do Estado e as violações de direitos humanos praticadas por agentes estatais nas comunidades pobres.

Nossos objetivos são:

1) Estimular e promover movimentos permanentes nas comunidades, de prevenção e denúncia da violência estatal, propiciando seu relacionamento e apoio mútuo;
2) Reduzir o número e a freqüência, até a total eliminação, dos casos de mortes e violações de direitos devidas à atividade policial/militar;
3) Exigir do Estado reparação às vítimas e sobreviventes de abusos e violações cometidos por agentes do Estado;
4) Construir na sociedade uma rede de apoio jurídico às comunidades contra a violência policial/militar;
5) Construir na sociedade uma rede de apoio médico, psicológico e social às vítimas e sobreviventes da violência estatal;
6) Construir na sociedade uma rede de denúncias, ao nível nacional e internacional, de casos de violência e violações de direitos pelo Estado nas comunidades;
7) Junto com outros setores da sociedade, lutar contra as causas econômicas, sociais, históricas e culturais, da violência contra as comunidades, da criminalização e preconceitos contra os pobres e da desigualdade social.

Check: http://www.redecontraviolencia.org

domingo, 27 de fevereiro de 2011

[Grécia] Protesto hoje em Syntagma

Segue o relato de um companheiro directamente das ruas de Atenas. Mais informação logo que possível.

Na sexta feira e depois dum apelo sem assinatura que estava circulando na rede, concertamos-nos perto de 40 pessoas na Praça de Syntagma para organizar a nossa luta comum. Imediatamente 4 brigadas da policia (MAT-Aas forcas especiais de porcos "antidisturbios") apareceram e bloquearam o acesso para a avenida Amalia (e a avenida enfrente do Parlamento).

A gente que estava concentrada começou a gritar slogans contra o estado e o capital e contra o regime da ditadura democrática grega. Decidimos organizar na hora uma assembleia popular e escolher os próximos passos.

Na minha própria opinião era coisa mais linda de participar numa espontânea e auto-organizada Assembleia Popular na rua, rompendo o terror dos instrumentos da junta, mesmo em frente do sitio mais odioso, o Parlamento que representa o mais valioso símbolo da autoridade.

Continuamos aos gritos contra a opressão e decidimos a criação da Assembleia Aberta da Praça de Syntagma, partilhámos trabalhos para o próximo encontro e decidimos de sair todos juntos numa manifestação.

De repente entramos no Metro e saímos da outra saída da rua, deixando na obscuridade os bófias e lançando una raivosa manifestação de 40 malucos pelas cheias ruas do centro de Atenas.

Acabamos na Praça de Exarheia com a decisão de um novo apelo para Domingo 27 de Fevereiro as 5 horas da tarde. Abaixo segue o texto de alguns de nos para o dia de amanha onde explicamos com poucas palavras quem somos e o que queremos.

Ainda não sabemos se esta tentativa autogestionada terá futuro e será capaz de socializar se e ficar maior. Isto que sabemos com certeza e que há gente pronta para defender o direito de se concentrar na rua e protestar chamando em solidariedade todos e todas que participam no movimento contra a ditadura democrática.

Apelo para protesto no Domingo, 27 de Fevereiro, 17h na Praça Syntagma

Somos a repercussão das Greve Gerais encenadas. Dissidentes, anarquistas e comunistas. Desempregados, trabalhadores precários, imigrantes, estudantes do secundário, estudantes do superior, pobres, sem-abrigos e proletários.

Temos mil milhares de terras-natal e um número igual de deuses. Vivemos a violência do estado e dos patrões diariamente. Nós somos "os de baixo" e estamos determinados a esmagar este regime de falta de liberdade e exploração. Nós escolhemos as ruas de modo a que nos encontremos e marchemos com todos os que partilham a mesma necessidade de uma mudança radical na organização de uma sociedade que come as próprias crianças. Escolhemos a Praça Syntagma porque queremos privar a Autoridade do seu símbolo mais ilusório, o canil da Junta [os autores escreveram Canil, Kynovoulio em vez de Parlamento, Kynovoulio. Um jogo de palavras sem tradução]. Acreditamos ser necessário a formação de um movimento que não reconhece nenhumas fronteiras nacionais e que aponta na direcção de uma revolta popular generalizada bem como da criação de estruturas sociais de solidariedade e de apoio mutuo competitivas em relação ao estado.

Nós juntamos-nos publicamente e erguemos os nossos punhos no ar, chamamos todos os grupos, redes, colectivos e individuais que lutam contra o medo e humilhação, para coordenar os seus esforços longe dos patrões, mediadores e instrutores. Chamamos todos aqueles que resistem às "novas medidas", aos processos, aos contratadores, aos chefes sindicais vendidos, aos partidos parlamentares, aos informadores dos mass media, para juntar as suas vozes e propor soluções alternativas e potenciais contra este regime de morte.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

[Grécia] Fotos e vídeos da Greve Geral


















Mais vídeos aqui.

Fotos: 1, 2, 3, 4, 5

[Grécia] Updates da Greve Geral III

00:25 (GMT +2) Foi convocada uma manifestação de solidariedade com os detidos às 10 da manhã (locais) que vai até ao tribunal de Euelpidon em Atenas.

22:00 (GMT +2) Atenas: Estão entre 20 a 25 pessoas encurraladas numa das entradas do Hotel Grã-Bretanha na Praça
Syntagma. Estão cercadas pela polícia e presume-se que vão ser detidas. Há uma hora 70 pessoas ocupara a Associação de Imprensa Estrangeira da Grécia. Essa ocupação terminou.

20:07 (GMT +2) Atenas: As coisas estão calmas por agora e a multidão dispersou, contudo há centenas de pessoas reunidas em Propylaea numa Assembleia. Há 23 detenções confirmadas, 9 das quais ficaram mesmo em prisão.

18:35 (GMT +2) Atenas: Uma multidão de centenas de pessoas arrancou os bancos da Praça Syntagma para alimentar um fogo que tinham começado em frente ao parlamento. A polícia tentou dispersar a concentração cercando as pessoas de forma ameaçadora, mas toda a gente se manteve no lugar. Depois, a polícia dispersou a multidão cercando-os e perseguindo-os de maneira agressiva, com gás lacrimogéneo e espancamentos.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

[Grécia] Updates da Greve Geral II



17:37 (GMT +2) Atenas: Após uma pausa, houve pelo menos mais um confronto na Praça Syntagma. A polícia tentou dispersar a multidão, calma e pelo menos uma pessoa foi espancada por um grupo de cerca de 10 polícias sendo depois detida. A situação está de novo bastante tensa. A estação de metro de Syntagma foi encerrada outra vez.

16:50 (GMT +2) Atenas: Foi feito um apelo para uma concentração na Praça Syntagma às 19h (hora local). Até agora há a confirmação de 6 manifestantes feridos. Há muitos policias da brigada motorizada e da polícia de choque ao longo da Avenida Alexandras.

Volos: Houve três manifestações com um to tal de três a quatro mil pessoas.

16:30 (GMT +2) Atenas: Um manifestante ficou com queimaduras graves devido a uma granada de gás, foi transferido para o hospital. Ficou ferido com gravidade no joelho. Há pelo menos 20 detenções confirmadas e 4 ou 5 prisões confirmadas também. Dois polícias motorizados tentaram ferir um manifestante perto da Praça Syntagm mas foram atacados com molotovs e as suas motas foram totalmente consumidas pelas chamas. As pessoas estão a tentar organizar um concerto na Praça Syntagm para esta noite. A maioria das pessoas vai ficar até essa altura.

Salónica: 100-200 pessoas estão a dirigir-se para a esquadra da polícia de Aristotelous em solidariedade com um manifestante que foi detido e transportado para lá.

16:10 (GMT +2) Atenas: A polícia conseguiu dispersar grande parte das pessoas que estavam na Praça Syntagma com recurso a gás lacrimogéneo e à brigada de polícias motorizados. Neste momento as pessoas estão a regressar à praça e já foi convocada uma assembleia para esse local para o fim da tarde de hoje. O metro voltou a abrir.

Salónica: Detenções aleatórias por parte da polícia secreta. Vários confrontos na Praça Aristotelous. A esquadra da polícia em Ano Polis foi atacada por manifestantes com cocktails molotov.

[Grécia] Updates da Greve Geral I

15:38 (GMT +2) Atenas: Vários milhares de pessoas estão reunidas na Praça Syntagma, onde cordões policiais protegem o parlamento. Foi feito o apelo para toda a gente voltar à praça. Pelo menos 30 pessoas foram detidas em frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. As autoridades da reitoria estão em reunião, ao que parece vão violar o asilo académico. As pessoas estão a juntar-se na Praça Omonoia para avançarem até à Praça Syntagma. A polícia fechou as estações de metro centrais.

15:23 (GMT +2) Neste momento há manifestações por toda a Grécia incluindo Atenas, Salónica, Patras, Ioannina, Kozani, Agrinio, Naxos, Rethymno, Volos, Arta, Heraklion, Larisa, Serres, Kefallonia, Mytilenes, etc. A cidade de Drama chegou a estar inteiramente ocupada por manifestantes durante algum tempo.

15:05 (GMT +2) Atenas: Vários blocos de pessoas estão a juntar-se em frente ao Parlamento e pedem que toda a gente se junte a eles. As pessoas de Exarchia estão a tentar formar uma Assembleia. Diz-se que o tamanho da multidão é similar ao da manifestação de 5 de Maio de 2010 (cerca de 250.000 pessoas!). Milhares de manifestantes estão ainda nas ruas à volta de Exarchia e Propylaea enquanto tentam chegar à Praça Syntagma. Numerosos polícias de choque bloqueiam as ruas. Em muitas zonas de Atenas as pessoas atiram pedras à polícia que responde com gás e granadas flash. Há um numero incerto de detenções. As estações centrais do metro fecham por curtos períodos de tempo. Ainda há uma multidão a ocupar a Praça Syntagma.

14:28 (GMT +2) Salónica: A polícia tentou dividir a manifestação atacando com uma grande quantidade de gás lacrimogéneo e granadas flash. Muitos multibancos foram destruídos e continuam os confrontos na Praça Aristotelous e ruas circundantes.

14:10 (GMT +2) Atenas é como uma câmara de gás. Há violentos confrontos por todo o lado e muitos manifestantes foram feridos, incluindo idosos e deficientes. Há muitos polícias à paisana de cara tapada. As pessoas continuam na rua a defenderem-se.

[Grécia] Updates da Greve Geral

13:57 (GMT+2) Athenas: A manifestação foi gaseada e dividida em partes. Há confrontos em todo o lado e hjá noicias de motas da polícia em chamas. Tem havido detenções.

13:40 (GMT+2) Atenas: Milhares de pessoas estão na Praça Syntagma Foi utilizado muito gás lacrimogéneo para dispersar a multidão. Foram atirados Molotovs contra a polícia que está da parte de fora do parlamento. Houve manifestantes que tentaram ocupar o ministério das finanças, que fica perto dessa praça.

13:30 (GMT+2), Atenas: Há mais pessoas a concentrarem-se na Praça Syntagma. A polícia está a atirar gás lacrimogéneo. De acordo com a RADIO Radio Revolt, a polícia também atacou várias partes da manif em Salónica.

12:53 (GMT+2), Atenas: A manifestação é uma das maiores que Atenas já viu. Bom tempo e um ambiente óptimo. As pessoas dirigem-se para a Praça Syntagma.

12:50 (GMT+2), Atenas: A manif é enorme. Há relatórios que indicam que é maior do que as últimas manifs da greve geral do ano passado. O presidente (corrupto) GSEE (General Confederation of Greek Workers), Panagopoulos, foi provocado pelos manifestantes. O PAME (o sindicato ligado ao PC grego) organizou, como habitualmente, uma manif separada, quer também tem milhares de pessoas

12:30 (GMT+2), Atenas: Há detenções "preventivas" de sindicalistas. Milharesd e pessoas continuam a juntar-se. Há muitos polícias das secretas à volta de Exarchia e nas ruas envolventes.

Salónica: Polícias secretos foram perseguidos por manifestantes. Houve câmaras CCTV foram destruídas numa altura em que a marcha já começou.

Patras: Talvez mais de 4000 pessoas estão a marchar nas ruas centrais da cidade. Há migrantes que também se juntaram ao protesto.

12:00 (GMT+2): Milhares de pessoas estão a no centro de Atenas, Patras, Salónica, etc. As marchas ainda não começaram, porque ainda há muita gente a chegar. Há milhares de polícias (de choque, motorizada e secreta) a tentarem aterrorizar as pessoas.

Baile da Contracultura II

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Carta da prisão da anarquista Fee Marie Meyer, 18.02.2011

Atrás das grades...

Então às vezes até os cenários mais selvagens se tornam realidade, e assim aqui estou em prisão preventiva na prisão feminina de Koridallos (em Atenas) precisamente porque eu possuía documentos já publicados, porque sou anarquista. Claro que a lista original de acusações contra mim cresceu, com um crime extremamente grave adicionado - nomeadamente a minha referência aos anarquistas presos como "presos políticos". Estas são as razões na qual a decisão do tribunal foi baseada, as únicas razões com as quais me mandaram para a prisão. Não estou surpreendida, mas pergunto-me se isto que estou a passar não é perseguição política, então quando o será? Se calhar as perseguições a companheiros baseadas apenas nas suas relações e nos seus ideais não são politicas. Se calhar até a detenção de pessoas, à espera de julgamento, em prisões de alta segurança ou masmorras subterrâneas são um fenómeno aleatório completamente desligado da identidade política dos detidos. Não esquecendo a transformação de processos políticos em tribunais militares, actuando em circunstâncias especiais à revelia do acusado e mantendo a identificação das pessoas que decidiram assistir...

Estão a gozar connosco?

A própria autoridade livra-se do dipolo de inocência e culpa, o mesmo dipolo usado durante tantos anos com o objectivo de dividir a frente das pessoas em luta em bons, maus, legais e ilegais. A partir de agora, tudo está relacionado; linhas divisórias tornam-se fluídas e toda a gente que resiste é posta no lugar dos culpados. Toda a gente é potencialmente encarcerada nas acolhedoras celas das prisões gregas.

Dividir para reinar já não é necessário, a junta está agora sem vergonha, as pessoas estão uma vez mais divididas em dois grupos. Nos explorados e nos poderosos.

Nesta situação não são só os actos que importam mas os pensamentos também. Livros e publicações são considerados perigosos e devemos esperar uma nova publicação do “index librorum prohibitorum” (lista de livros banidos pela inquisição). A palavra anarquista/anti-autoritário é criminalizada e certamente precisa de se arrepender pois é subversiva. Isto é uma tentativa de silenciar e eliminar não só o povo em luta, mas também os pensamentos e os nossos ideais, as ideias que os nossos textos carregam com eles.

Tudo isto é extremamente perigoso nos dias de hoje.

Perigoso porque nos tempos que vivemos um novo totalitarismo liberal apareceu; uma junta perfeitamente pós-moderna e sempre socialista.

Perigoso como os grupos de pessoas que resistem se estão a alargar, em rede e a reconhecer a importância de uma luta multiforme.

Desde os respeitáveis moradores Keratea e áreas circundantes, os 300 imigrantes em greve de fome que exigem o sonho óbvio de vida com a consciência completa da sua classe, aos grevistas do Sistema de Transportes em Massa e outros sectores de trabalho que se recusam a curvar-se perante a chantagem dos seus patrões; o movimento "Eu não pago" cujos membros enfrentam a possibilidade e encarceramento.
Eles e quantos, quantos mais...

A esta junta não falta nada em comparação com as anteriores pois adoptou a vantagem militar da rapidez, versatilidade e as sempre presentes forças de "segurança" e a segurança para-estatal que se move armada, de cara tapada e sem iniciais - especializados na perseguição e tortura das pessoas em luta; especializados verdadeiramente em aterrorizar. Terroristas com novos e velhos métodos, raptos no meio da rua com efeitos cinemáticos, publicação de fotografias mesmo antes de as acusações serem formalizadas (como no recente caso do companheiro K.S. em Salónica), grupos inventados sem nome ou acções a serem incluídos nas listas de acusações contra companheiros detidos,leis terroristas com cláusulas especiais, mais leis, mais detenções.

Todo este clima é mantido e reproduzido através dos media que assumem o papel que o estado não seria capaz de cumprir por si próprio. Com mentiras atrás de mentiras, programas de TV sobre celebridades indiferentes que visam apenas pessoas estúpidas e ofendem a inteligência de quem as vê, eles tentam por um lado aterrorizar as pessoas e por outro mantê-las drogadas e subordinadas a um sonho barato.

Então, neste momento, por todas as razões acima a solidariedade como principal coordenador da unificação da frente das pessoas reprimidas tem ainda um maior valor. Solidariedade significa proximidade, não consonância: um reconhecimento do terreno comum do estado da nossa luta. Esta força política fundamental de maior organização social combinada com a maior satisfação individual.

Companheirismo, amizade e os meus pensamentos vão para todos os companheiros e amigos dentro e fora das prisões - mantenham-se fortes! Porque até deitarmos abaixo a última prisão e até à liberdade total ninguém será livre. Porque a hora mais negra é mesmo antes do amanhecer!

Fee Meyer

Cela 35, Ala B

Prisão Feminina de Korydallos

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

[Grécia] Quarta sessão do julgamento da Conspiração das Células de Fogo

A aplicação de excepção que foi apresentada pelos quatro companheiros da Conspiração das Células de Fogo contra os juízes principais e suplentes foi recusada nesta sessão de 15 de Fevereiro pelo tribunal de Atenas.

Os advogados dos três arguidos (Emmanuel Giospas, Nikos Vogiatzakis e Errikos Rallis) que estão em condicional bem como o advogado do aprisionado Alexandros Mitrousias repetiram as suas exigências contra os membros do tribunal. Mas foi decidido que não há suspeitas de preconceito e/ou parcialidade por parte dos juízes em detrimento dos réus.

Assim o julgamento deve prosseguir com normalidade no dia 22 deste mês.

[Grécia] Terceira sessão do julgamento da Conspiração das Células de Fogo

Na manhã de 10 de Fevereiro os três acusados que estão em liberdade condicional Emmanuel G,. N. Vogiatsakis, E. Rallis e Mitrousias A. que está outra vez detido foram a tribunal e os seus advogados pediram que a equipa de três juízes do tribunal de apelação fosse destituída porque, segundo eles, há forte suspeita de parcialidade e preconceito da sua parte.

Representantes da Ordem dos Advogados de Piraeus foram a este julgamento para intervir, tendo em conta os acontecimentos da última sessão. Estes representantes foram ver com os próprios olhos as condições em que está a decorrer o julgamento e possivelmente fazer uma reclamação. A delegação anunciou isto ao tribunal através do advogado de defesa K. Papadakis como uma medida de pressão sobre os juízes.

Eles acusaram-nos de violações processuais, de querer guardar a identificação de quem queria assistir ao julgamento, de não gravar as sessões, das nomeações dos advogados de defesa, de enviar as notas processuais para a Procuradoria e para a Associação de Advogados de Atenas.

O pedido de isenção não implica Constantina Karakatsani, pois ela manteve os seus advogados iniciais. O julgamento foi adiado para a semana seguinte.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Destruição "legal" do jardim da Cosa

"Jardim" da cosa completamente destruído

Dia 15 de Fevereiro, uns quantos fiscais da câmara municipal acompanhados de bófia à paisana, chegaram à COSA e roubaram todas as plantas que tínhamos no exterior da casa. Não avisaram antes, não nos deixaram retirar os vasos para o interior da casa e destruíram uma boa parte deles ao atirá-los para dentro de uma carrinha. Tínhamos uma juca enraizada no chão que foi cortada à machadada.
Por suposta "ocupação ilegal da via pública". Quem conhece o nosso espaço sabe que as plantas estavam o mais junto possível à fachada da casa e o passeio é largo para que se possa passar, apesar dos carros todos.

Das duas uma: Ou estes gajos consideram mesmo que o importante é tirar as plantas às pessoas ou isto é mais uma vingançazinha sobre a Cosa.
Até uns tecnocratas inúteis deveriam ser capazes de perceber que, nos dias de hoje, criminalizar e perseguir quem pretende dar um pouco de verde à sua rua é um sinal descarado de má formação e, sobretudo, burrice. Vai contra aquilo que é natural num ser humano.
É sabido que nós temos posições «radicais»: como acreditarmos que ninguém deve poder mandar nas vidas, nas casas e nas ruas dos outros. Mas isto roça já o surreal... Como é possível que se empenhem em perseguir uns vasos e arbustos? E chamam a isso trabalho?! Porque é que não se (pre)ocupam com as ruas deles? Porque aqui neste nosso bairro as pessoas acarinhavam e respeitavam este jardim.

Daí que, por uma mera questão de lógica, nos pareça que aqui se esconde uma vingança mesquinha. Não nos apanharam em tribunal, não nos conseguem pôr fora daqui, não nos calam e nunca nos vão submeter. E nós ficamos ainda mais cientes de que vocês, figuras da autoridade, estão mesmo dispostos a qualquer coisa e nunca terão escrúpulos.

Acções legais destas são um claro exemplo de que está na hora de mandar estes gajos às urtigas e começarmos a recuperar e gerir a nossa autonomia. Odiamos esta ordem, esta lei e aquilo em que querem transformar a cidade!

São a ligação e o amor que temos a esta terra que nos fazem querer lutar contra co-incinerações e resorts de luxo. E um dia vermos mais jardins selvagens a crescer!

Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada

Fotos aqui.

It's the end of the World as we know it and I feel fine! Part 2



1. Off with their heads
2. Anarquía en España
3. The Master Warriors of Insurrection
4. La Rage
5. Report from Belarus

Parte um aqui.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fee Marie Meyer detida enquanto aguarda julgamento

Na tarde de 9 de Fevereiro Fee Marie Meyer ficou em prisão preventiva. Apesar de os media gregos terem sido forçados a admitir que as histórias que foram publicadas foram todas forjadas em conjunto com a polícia Meyer foi enfiada para a prisão. Depois de tudo o que se passou, ela tornou-se num assunto demasiado embaraçoso para ser deixada em liberdade. Da maneira que o caso está, o seu único crime é ser anarquista...

Caso Fee vá mesmo para a prisão, tornar-se-à na 50ª pessoa a estar detida na Grécia devido à sua ideologia política. Sendo de dessas 50 pessoas 41 são anarquistas fica bem patente o grau da repressão que por lá se vive!