quarta-feira, 30 de abril de 2008

1º de Maio anarco-sindicalista


No 1º de Maio, sera realizado um encontro a partir das 14h junto ao metro da Praça da Figueira, em Lisboa, para marcar a data numa perspectiva anarco-sindicalista. Haverá faixas, bandeiras e distribuição de material informativo.
Apareçam

terça-feira, 29 de abril de 2008

domingo, 27 de abril de 2008

Comunicado lido na Manifestação Anti-Autoritária

EM ABRIL, VENDEM-NOS MIL MENTIRAS!


DIZEM QUE O POVO É QUE MAIS ORDENA, DIZEM QUE SOMOS LIVRES,
DIZEM QUE DEVEMOS CELEBRAR O 25 DE ABRIL DE 1974 COMO O DIA EM
QUE A HISTÓRIA ACABOU, O DIA QUE NOS DEU TUDO O QUE PRECISAMOS, O DIA EM QUE POUSÁMOS AS ARMAS E ABDICAMOS DE
LUTAR POIS JÁ TUDO FOI CONQUISTADO...

HOJE, 34 ANOS DEPOIS, AQUELES QUE FALAM SÃO SILENCIADOS,
AQUELES QUE RESISTEM SÃO ANIQUILADOS, AQUELES QUE SE ERGUEM
SÃO PERSEGUIDOS, CRIMINALIZADOS, DETIDOS E HUMILHADOS.


A CLASSE POLITICA SENTA-SE NAS SUAS CADEIRAS DO PODER, E
OBSERVA SEM NUNCA SUJAR AS MÃOS COMO UMA VEZ MAIS
CONSEGUEM REINAR PACIFICAMENTE, DESDE QUE NOS DIVIDAM.


E ASSIM DIVIDEM-NOS ENTRE RICOS E POBRES, ENTRE NACIONAIS E
ESTRANGEIROS, DIVIDEM-NOS PELA COR DE PELE, PELA ORIENTAÇÃO
SEXUAL, PELO GÉNERO, OU PELA ESPÉCIE.


E ENTRE NÓS, SEMPRE NO MEIO, SEMPRE A ESPALHAR A VIOLÊNCIA,
SEMPRE PRONTOS A OBEDECER Á VOZ DO DONO, ESTÃO AQUELES QUE
DECIDIRAM VENDER-SE A TROCO DE UMAS MIGALHAS.


COM AS SUAS FARDAS, OS SEUS CACETETES E A FRUSTRAÇÃO DE SEREM
PESSOAS SEM VALORES NEM DIGNIDADE, A POLÍCIA EXISTE CADA VEZ
MAIS PARA PROTEGER AQUELES QUE TUDO TÊM DOS OUTROS A QUEM
TUDO LHES ROUBARAM.

AS PRISÕES ESTÃO CHEIAS DE POBRES, AS ESQUADRAS ESTÃO CHEIAS DE
SANGUE, AS RUAS ESTÃO CHEIAS DE MEDO E DESCONFIANÇA.

AS VOSSAS RUSGAS, AS VOSSAS IDENTIFICAÇÕES, AS VOSSAS CARGAS, A
VOSSA VIGILÂNCIA E CONTROLE SÓ RESULTARÁ ENQUANTO NÓS O ACEITARMOS, ENQUANTO NÓS NOS CALARMOS, ENQUANTO
PERMANECERMOS ISOLADOS, DESORGANIZADOS E AMEDRONTADOS.


NÃO NOS IMPORTA A VOSSA “LEGALIDADE” OU “ILEGALIDADE”, NÃO
NOS IMPORTAM AS VOSSAS FRONTEIRAS, NÃO NOS IMPORTAM OS
VOSSOS JUÍZOS DE VALOR: IMPORTA-NOS SIM A REBELDIA, A
INSUBMISSÃO E A DIGNIDADE.


NUNCA A LIBERDADE FOI DADA OU NEGOCIADA – FOI SEMPRE
ARRANCADA PELA DETERMINAÇÃO DE QUEM QUER SER LIVRE.


PSP, GNR, PJ, SIS, ASAE, SEF, CHIBOS, INFAMES, VIGILANTES, SEGURANÇAS, AUTORITÁRIOS...
DE UMA VEZ POR TODAS DESAPAREÇAM DA NOSSA VIDA!!

CONTRA A REPRESSÃO POLICIAL
CONTINUAMOS E CONTINUAREMOS NA RUA!

sábado, 26 de abril de 2008

[Lisboa] Manifestação Anti-Autoritária

Nota Prévia: Antes de mais é necessário referir que este blog não passa disso, um blog... Não é por ter sido postada a convocatória da manifestação que quem aqui escreve passa a ser da organização da mesma. Aliás, esta convocatória foi publicada em inúmeros sites e blogs.

É também engraçado o conjunto de movimentos que referiram estar ligados a esta manifestação. Principalmente o Stop the Lisboa Treaty, que é uma iniciativa de cidadãos alemães que se dedicam a publicar textos a exigir um referendo para a Constituição Europeia e também a denunciar algumas desigualdades sociais na Europa. Não se percebe qual a ligação que os senhores jornalistas encontraram com esta manifestação. Outra coisa foi terem referido os "Ultras", que toda a gente associa rapidamente a hooligans violentos desejosos de causar o caos e a destruição. Não se entende porque não escreveram o nome completo da organização, que é Ultras Contra o Racismo que já há muitos anos lutam pela erradicação do racismo nos estádios de futebol.

Depois, a Agência Lusa afirma ter tentado contactar os organizadores da manifestação para esclarecimentos. Que se saiba ninguém foi contactado.

Subtilmente os senhores jornalistas tentaram denegrir esta manifestação dando a entender que é apenas um grupo de miúdos rebeldes que não tem respeito por ninguém...

De notar também a insistência destes senhores jornalistas em tentar fotografar os manifestantes de cara destapada, mesmo depois de os mesmos terem feito perceber que não queriam ser fotografados.


Agora a manifestação propriamente dita:



Quando a manifestação partiu da Praça da Figueira havia, notoriamente, alguma tensão no ar. Houve mesmo uma conversa mais acesa com um jornalista que apesar dos avisos estava a insistir na captação de fotos aos manifestantes.

A polícia andava sempre nas redondezas e sabíamos que estavam à espera de um deslize nosso para poder intervir. A dianteira da manifestação estava a avançar rapidamente o que fez com que o corpo da mesma ficasse um pouco disperso. Circulava a informação (ou boato) de que a polícia poderia tentar partir a manifestação ao meio. Por essa razão o pessoal que seguía na frente começou a andar mais lentamente para assim o grupo fosse mais compacto e por conseguinte mais difícil de dividir.

Ao chegar ao Rossio houve alguns atritos com o pessoal da Associação 25 de Abril como é aqui relatado:

A concentração saiu da Praça da Figueira, passou pelo Largo de São Domingos e fez-se notar ao entrar no Rossio, com os tambores, buzinas e coros a inquietarem os membros da Associação 25 de Abril, que fazia naquela altura as suas intervenções num palco montado frente ao Teatro Nacional Dona Maria II.

"Vieram provocar uma manifestação organizada e a polícia sem fazer nada. Eu já fiz um 25 de Abril, agora tenho que fazer outro?", queixou-se um dos elementos da associação, que preferiu não se identificar.

De referir que nós não estávamos ali para provocar os senhores... Nem estávamos ali para festejar o 25 de Abril... Estávamos na rua para protestar contra o estado deste nosso mundo (falando de maneira generalista), contra o capitalismo, fascismo, e contra o cada vez mais enervante comodismo das pessoas...

Ouvimos algumas bocas, mas enfim, a manifestação continuou...

Ao chegar à Rua Augusta andámos muito devagar devido às esplanadas dos cafés. De referir o episódio do "homem-estátua" que, muito bem disposto, interrompeu a sua actuação para dar passagem ao grupo, a ele obrigado!

Depois, circulou outro aviso (ou boato) de que a polícia estaria pronta a intervir e que essa intervenção seria feita pelos lados para assim poder dividir o pessoal. O lado que estava mais exposto era o direito, mas tendo em conta a união do pessoal é bastante provável que se tivesse conseguído resistir em caso de ataque. Mas felizmente, isso não se verificou e a manifestação chegou pacificamente ao Terreiro do Paço onde forma queimadas as notas de 500 e foi lido mais um comunicado.

De referir que os senhores jornalistas só conseguíram perceber algumas palavras dos dois comunicados que foram lidos que foram: "Chibos infames", "Sangue nas ruas", "continuamos e continuaremos nas ruas"... Mais uma vez é uma mensagem violenta que passam, mas já vamos estando habituados...

Depois de algum tempo no Terreiro do Paço a manifestação começou a desmobilizar e de referir que os vários grupos que se iam retirando eram seguídos pela polícia que aproveitava para tirar fotos a quem já estava de cara destapada. Mesmo depois de desmobilizada houve agentes à paisana que tentaram criar confusão para justificar uma intervenção dos seus colegas robocops. felizmente toda a gente percebeu o que se passava e ninguém perdeu a compostura.

Foi talvez um dia perdido para os repórteres sedentos de sangue e de lojas partidas e de gente assaltada... Mas para nós foi um dia em cheio.

Paz Saúde e Anarquia

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Unas grabaciones captan a Vigilantes agrediendo a Pasajeros


Una grabación capta a un vigilante del metro de Madrid mientras patea a un viajero
La secuencia dura dos minutos. Dos vigilantes de la empresa Prosegur bajan por una escalera mecánica de una estación del metro de Madrid. Una tercera persona graba desde atrás. La escasa calidad hace presumir que lo hace con un teléfono móvil. Caminan unos metros y doblan la esquina.

Allí esperan otros dos vigilantes y un hombre al que levantan del suelo. "¡Vamos, Nelson!", se oye. "¿Tienes billete? No hay billete", dice uno de los vigilantes, moreno y corpulento. Insiste: "¡El billete, dame el billete!". Le da un guantazo que hace al hombre llevarse la mano a la cara. Otro vigilante saca imágenes con el móvil en un lateral. El hombre al que piden el billete viste gabardina gris y una camisa semiabierta por el pecho.

La secuencia del vídeo, al que ha tenido acceso EL PAÍS, continúa. Un portavoz de Metro confirmó que la grabación está hecha en el suburbano madrileño. Una portavoz de Prosegur, que vigila tres líneas del metro (la 1, la 6 y la 11) con 300 trabajadores, señaló que no tienen constancia de ninguna agresión.

El vigilante habla de nuevo: "Estamos perdiendo tiempo y dinero, el billete, el billete...", insiste. Los demás miran. El móvil no deja de grabar. Aunque el vídeo tiene fecha del 21 de febrero, no es posible conocer exactamente cuándo se produjo la grabación, según técnicos consultados. "Oye, venga, déjalo ahí", pide otro compañero. No le hace caso. El hombre de la gabardina hurga en su bolsillo. "¡Jaime, venga, llévatelo!", se oye otra voz de hombre por detrás. Dos viajeros pasan por un lateral sin pararse. Mientras el usuario busca algo entre un montoncito de papeles, recibe un nuevo golpe en la otra mejilla del mismo vigilante, que le saca dos cabezas. Cae al suelo. Una nueva voz: "¡Caballero, haga usted el favor!". Y comentario insistente: "¡Jaime, llévatelo!".

Dos vigilantes se acercan. Más gritos: "¡Venga, a tomar por culo ya... a la calle... ¿subo y te doy otro palo?". El viajero ya está de pie. Se agacha a coger algo del suelo. Y el mismo vigilante le da una patada en el estómago. Se oye una carcajada. Más insultos: "¡Gilipollas!". Y más risas. Dos vigilantes lo suben por la escalera mecánica del fondo. Un tercero les sigue. El vídeo termina con un inquietante "está grabado todo" que dice el hombre que lleva el móvil.

Segundo vídeo. Un viajero con una camiseta naranja baja unas escaleras por un pasillo de una estación del metro de Madrid. Alguien lo graba desde atrás. Cuando dobla la esquina, le espera un vigilante de Prosegur con las manos a la espalda. Se pone detrás y lo sigue. "¿Eres tonto?", le pregunta el vigilante, moreno y corpulento. Le golpea en la cabeza con la mano. El hombre se vuelve e intenta explicar algo imposible de entender. Le vuelve a dar un golpe y le persigue mientras sube unos escalones. Le da un empujón. "¡Cámara!", dice al final el hombre que ha grabado con el móvil el vídeo, de 27 segundos y con fecha del 19 de julio de 2007.

Tanto Metro como Prosegur negaron ayer que tuvieran constancia de los hechos. "Abriremos una investigación", señaló ayer un portavoz de Metro tras ver ambas grabaciones. La red del suburbano está controlada por miles de cámaras de seguridad. No registraron ninguna de las dos agresiones, añade el citado portavoz, que indicó que tampoco han recibido reclamaciones de viajeros sobre ningún asunto parecido.

"Pediremos a Prosegur que compruebe la veracidad de los hechos y que despida a los implicados de manera fulminante", añadió. La investigación, según Metro, servirá para decidir si actúan además contra la concesionaria del servicio. "Si no es un hecho aislado, se tomarán medidas contra la empresa", precisó.

Una portavoz de Prosegur aseguró que desconocía lo ocurrido. "Si la compañía tiene conocimiento de algo así, toma la medida disciplinaria más estricta: el despido", puntualizó.


terça-feira, 22 de abril de 2008

"Grande Acampamento Citadino" - nova acção de protesto esta quarta-feira

Acampamento Citadino", uma nova acção de contestação ao Porta 65 Jovem em Lisboa e no Porto para exigir a reformulação profunda deste programa. Vamos acampar durante algumas horas em frente às instalações do IHRU e assinalar o início da segunda fase de candidaturas do Porta 65 Jovem, mais um momento em que milhares de jovens vão ver o acesso este apoio negado e a sua vida andar para trás.

Quarta-feira, 23 de Abril, a partir das 19 horas
Lisboa - Av. Columbano Bordalo Pinheiro, 5
Porto - Rua D. Manuel II, 296 (ao Palácio de Cristal)

Manifesta-te! Traz a tua tenda e vem montá-la à porta do IHRU!!!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Mercado do Bolhão - Porto -- URGENTE

A Câmara do Porto, recebeu hoje, 16 de Abril, a garantia bancária da TranCroNe, num total e absoluto desrespeito para com o Património, como indica a notícia da Lusa.
Também num total desrespeito pela vontade expressa pelos cidadãos na PETIÇÃO, entregue na Assembleia da República (que reuniou 50.000 assinaturas) e a acção judicial em curso!

A Cidade, caso se observe este HORROR, perderá um dos maiores simbolos de arquitectura portuense, aliás, como aconteceu em 1951, com o Palácio de Cristal.

Caso se verifique este Horrendo acto, os seus autores, claramente identificados, terão de ser responsabilizados pela perda deste tão emblemático Património.

Retirado de: Impedir a Demolição do Mercado do Bolhão


Porto, 16 Abr (Lusa)


(...) A empresa holandesa TranCroNe (TCN), que venceu o concurso público para a reabilitação do Mercado do Bolhão, entregou hoje na Câmara do Porto uma garantia bancária de 2,5 milhões de euros, referente àquela obra.(...)


Câmara do Porto assinou a 23 de Janeiro um contrato com a TCN, onde se prevê que a autarquia ceda o edifício do Mercado do Bolhão em direito de superfície por 50 anos, recebendo um milhão de euros no momento da emissão da licença de construção e uma percentagem dos resultados de exploração a partir do décimo ano.

Dois dias antes da assinatura, a proposta dos holandeses foi aprovada pela Assembleia Municipal, numa votação disputada (27 votos a favor e 26 contra).
A TCN pretende que o Mercado do Bolhão mantenha a traça original e que a área comercial tradicional seja complementada com novas lojas, metade das quais de cultura, lazer e restauração. (...)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

25 de Abril a chegar...



NORMAS TÉCNICAS PARA A ACTUAÇÃO DAS FORÇAS DE SEGURANÇA NO ÂMBITO DO EXERCÍCIO DO DIREITO DE REUNIÃO E MANIFESTAÇÃO

"3 - As omissões ou insuficiências do aviso prévio da realização de reunião ou manifestação não constituem, em si mesmas, fundamento para qualquer condicionamento do exercício do direito de reunião e manifestação;"

"15 - Os comportamentos dos manifestantes que, embora possam ser considerados acção violenta para efeitos penais, não são fundamento para a emissão de ordem de dispersão se se mantiver a natureza pacífica da manifestação, sem prejuízo dos procedimentos criminal e contra-ordenacional a que houver lugar."

"17 - A remoção coerciva de manifestantes, em situações de bloqueios, que não usem activamente a força ou não cooperem com as autoridades policiais, deve é precedida de tríplice advertência fixando um prazo razoável para dispersão voluntária, salvo a existência de perigo iminente para a integridade física dos próprios ou de terceiros;"

"20 - A medida de isolamento e afastamento de manifestantes portadores de equipamento de defesa ou de ocultação de identidade não é adoptada quando existam fortes razões para crer que serão alvo de acções de violência por parte de terceiros;"

"22 - As ordens policiais são claras, inequívocas, perceptíveis para os visados e, sempre que possível, precedidas de audiência dos promotores e organizadores; a ordem de dispersão de reunião pública, ajuntamento ou manifestação é dada por três vezes e com a advertência de que a não obediência constitui crime;"

domingo, 13 de abril de 2008

[Roménia] Violenta repressão na Cimeira da Nato


No dia 2 de Abril, cerca do meio-dia e meia, centenas de polícias romenos tomaram de assalto o Centro de Convergência anti-NATO em Bucareste capital da Roménia. O espaço de convergência tinha sido montado para apoiar uma concentração anti-NATO e estava legalmente arrendado. Durante o assalto pelo menos duas pessoas foram feridas com gravidade tendo sido imediatamente hospitalizadas. Vários testemunhos dão conta que muitas pessoas foram brutalmente agredidas quando já estavam detidas e até mesmo enquanto eram transportadas para o hospital. Muitos ficaram gravemente feridos e a alguns foi recusada assistência medica durante a detenção.

Foram detidas 46 pessoas. Não tinha havido nenhuma acção antes do ataque da polícia e todas as detenções aconteceram no interior do Centro de Convergência. Os agentes da polícia actuaram de cara tapada e foram especialmente agressivos com os jornalistas que tentavam documentar os acontecimentos. O centro de convergência estava montado perto do centro da cidade de Bucareste, que recebia a Cimeira da NATO. Foi estimado que entre forças policiais, militares, atiradores especiais e serviços secretos mais de 27000 agentes 'guardaram' a cidade. Foi emitido um alerta amarelo de segurança impondo leis muito restritivas em toda a cidade e proibindo qualquer tipo de manifestações.

Todas as detenções foram feitas antes que qualquer acção contra a Cimeira da NATO tivesse ocorrido e num contexto em que as autoridades decidiram claramente "tolerância zero a qualquer oposição" à Cimeira. A comunicação social local entrou em histeria falando de "perigosos anarquistas" que iriam descer à cidade para partir montras e atacar lojas. Uma televisão, durante o noticiário da manhã, chegou mesmo a encorajar os espectadores para atirarem pedras aos manifestantes que avistassem nas ruas. A Cimeira da NATO em que se discutiu o alargamento da organização a países como a Roménia e a Ucrânia recebeu a visita do Presidente Bush. Parte da cimeira foi dedicada a discussão do envio de mais tropas para o Afeganistão.

Fonte: Centro de Média Independente

Ver também aqui

Manifestação - 25 de Abril


Convite para uma manifestação antiautoritária contra a repressão policial.
Um ano depois do ataque policial em pleno Chiado no dia 25 de Abril de 2007, dois meses depois da carga policial no despejo do Grémio Lisbonense , perante os ataques continuados da polícia em Bairros Sociais e por todos os episódios de abuso e violência perpetrados pela repressão organizada do Estado, convocamos uma manifestação antiautoritária contra a repressão policial.
Manifestamo-nos neste dia porque passaram 34 anos desde que uma pseudo-revolução substituiu um governo fascista por um governo que continua a controlar, a matar e a reprimir e cujos antecessores rapidamente se preocuparam em controlar o 'descontrolo' das populações no pós 25 de Abril.A marcha dos tristes, que todos os anos comemora esta transição, não nos diz nada, pois não queremos celebrar o quotidiano policial nem a liberdade-de-centro-comercial.
O sistema capitalista, na sua vertente democrática, leva-nos a pensar que não sabemos gerir as nossas vidas e que a polícia é uma realidade à qual não podemos fugir. Como se não bastasse vivermos num estado policial, querem que sejamos nós próprios os polícias das outras pessoas, de nós próprios e dos nossos vizinhos. A polícia, que todos os dias reprime e violenta, não serve a ninguém se não àqueles que lucram com a miséria de todos os outros, àqueles que nos oferecem uma vida controlada, que destroem os ecossistemas, que impõem fronteiras entre regiões, que nos roubam no trabalho, que nos dizem como devemos ser e que nos querem convencer que somos indivíduos, quando a nossa individualidade não passa de uma ilusão no leque de possibilidades que a sociedade de consumo nos deixa ter.
Assim, esta como qualquer outra data, serve para contestar este e qualquer governo pois, inevitavelmente, todos nos querem impor uma vida debaixo de câmaras de vigilância, fronteiras e polícias várias. Todos estes métodos de controlo e repressão são tendencialmente universais e à medida que o tempo passa achamos serem cada vez mais normais e sabemos serem também mais presentes.
Todos conseguimos resolver os nossos conflictos, pensar pelas nossas próprias cabeças, imaginar como realmente queremos que sejam as nossas vidas.
Apelamos à participação de todos aqueles que condenam a violência policial e os métodos que o capitalismo e o estado têm para nos controlar.
Praça da Figueira, Lisboa, 17:30h, 25 de Abril de 2008.