segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Diário de activistas na COPenhaga (11-13 Dez)

Foto Retirada de: La Haine

Nos últimos 3 dias tiverem lugar já várias accões em Copenhaga, umas organizadas, outras espontâneas.
Para o dia 11, Don't Buy the Lie, ver o artigo "Primeira manifestacão em Copenhaga termina com mais de 40 detencões preventivas". Só quero acrescentar que não houve violência nenhuma, nem quando foram detenidas mais umas 60 pessoas. A polícia é bem organizada, e consegue dispersar as massas e isolar pequenos grupos de activistas para detê-los de maneira eficaz e não-violenta. O CJA (Climate Justice Action) chamou à não violência, e parece que os activistas respeitam esta chamada, pelo menos em relacão à violência contra pessoas.

http://www.indymedia.dk/articles/1500

A polícia actuou da mesma forma ontem, durante a accão "system change, not climat change". Oficialmente, ia ser uma mega-manifestacão aberta a toda pessoa, de crianca até idoso, que comecava no centro da cidade e levava a marcha ao Bella Centre, umas 3 horas de caminho do ponto inicial, mas alguns grupos responderam ao "call-out" de ficar na cidade e fazer accões mais directas. A marcha prevista atravassava um terreno industrial e depois campo, onde ninguém ouviria a nossa voz. Quando a marcha arrancou e uma parte se separou dela, a polícia interveio imediatamente e isolou esta parte do resto da marcha, que continuou sem problemas até ao Bella Centre. O grupo isolado pela polícia foi levado até um sítio menos central, onde ficaram umas horas no frio, cercados de polícia. Os Ritmos da Resistência, que se encontravam fora do círculo policial, tentaram manter o espírito dos activistas quente e alegre, o que conseguiram fazer, com a ajuda de uma cozinha móvil que distribuiu sopa quente entre as pessoas não cercadas. O grupo isolado foi detido de forma não-violenta, tanto como perto de 800 pessoas em outras localizacões.

http://www.indymedia.dk/articles/1526

Mais tarde houve uma accão espontânea de solidariedade com os detidos, da qual não posso dar mais informacões, por falta delas.
Hoje havia duas accões: uma directa, o "Hit the Production" e outra muito pacífica, organizada pela Via Campesina. Não posso dar muitas notícias da primeira, mas diz-se que os activistas foram cercados e detidos logo no início e não conseguiram fazer accão nenhuma. O objectivo era conseguir que o porto de Copenhaga não pudesse funcionar normalmente durante alguns meses, e como o objectivo e a táctica foram detalhadamente anunciados numa reunião aberta, aconteceu o que era de esperar. mais informacões em:

http://www.indymedia.dk/articles/1611

A accão da Via Campesina comecou com poucos participantes, mas cersceu aos poucos. No ponto da concentracão representaram um teatro sobre a indústria da carne e houve alguns speeches de representantes de Via Campesina e outras ONGs. Entretanto, os Ritmos da Resistência, que decidiram apoiar esta accão, fizeram uma pequena marcha pelas ruas perto da concentracão para atrair mais pessoas com a sua música. Umas 300 pessoas, entre os quais uns paiacos, muitos percussionistas, Via Campesineses e simpatisantes, fizeram uma manifestacão espontânea até ao Klimaforum, sempre vigiados pela polícia, mas apesar de terem conseguido bloquear durante uns 5 minutos 4 carrinhas de polícia que provavelmente estavam a caminho do porto, não houve detidos nem grandes confusões.

Hoje (13 de Dezembro) haverá mais uma accão de solidariedade com os detidos dos últimos dias por volta das 5, frente à prisão.
De resto posso acrescentar que já foram deportadas pessoas, que há visitas nocturnas pela polícia nos sítios de hospedagem dos activistas, mas que de resto não houve situacões nenhumas de violência, nem da parte dos activistas, nem da polícia (pelo menos, não vi nem ouvi nada do género). As sirenas estão a chamar-me para a rua, mais notícias dentro de alguns dias.

Mais informacões sobre a accão de Via Campesina:
http://viacampesina.org/main_en/

O dossier das activistas do GAIA em Copenhaga pode ser consultado em http://gaia.org.pt/node/15208

Retirado de: Indymedia Portugal

domingo, 13 de dezembro de 2009

Centro de Media Independente Portugal relançado!


http://pt.indymedia.org
Indymedia Portugal relançado, 10 anos depois do início do Indymedia global

A rede Indymedia nasceu no calor da revolta de Seattle, como uma dimensão fundamental do movimento global. Um movimento que ultrapassa as tricas separadoras dominantes da acção política tradicional (reformismo/revolução, local/global, violência/não violência) e inventa respostas práticas para lhes esquivar, desde os Fóruns Sociais, como forma organizativa que tenta superar o canibalismo político, até à 'desobediência civil protegida', como original prática de rua.



Seattle foi apenas a primeira face visível e a Organização Mundial de Comércio (OMC) tão só o pretexto para o que, há muito, se vinha a cozinhar, a necessidade de acordar a malta, de ser suficientemente confrontacional para trazer para a arena pública a voz duma oposição global ao sistema capitalista (e não apenas à OMC) que, pelo que se lia nos jornais e se via nas TVs, não existia.

Há dez anos, no dia 30 de Novembro de 1999, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo trouxeram para as ruas a sua insatisfação. Em Seattle, mas também no Porto, em Lisboa, em Londres, em Berlim, na Índia ou na Nova Zelândia. Gente que acreditava que era preciso desmascarar o mundo para o qual se caía e se continua a cair. Com acções mais ou menos espectaculares, a resposta à globalização tornava-se definitivamente global. Festas, flyers, cartazes, ocupações, acções de protesto ou sabotagem, manifestações, palestras, debates, tudo serve e tudo serviu para avisar as pessoas e fazer com que solidariedade fosse mais do que uma palavra com sete sílabas, um redondo vocábulo.

O CMI Portugal é, como todos os centros de media independentes, um centro de informação livre e independente, que cumpre os requisitos para fazer parte da rede IMC e concorda com os princípios de filiação à rede. Funciona para que as pessoas possam tornar-se elas mesmas meios de informação livres e independentes.

Como tal, pretendemos realizar uma acção directa informativa, deixando de confiar aos meios de comunicação corporativos a tarefa de intermediar em exclusivo os acontecimentos e a sua interpretação. Convertemo-nos assim em fonte geradora de um discurso livre da manipulação de governos e corporações, e assumimos o nosso papel como artífices e zeladores dos canais que nos permitem transmitir e difundir uma outra visão da realidade.

O CMI Portugal pretende, assim, pôr em prática todos os mecanismos da imaginação que nos permitam, em conjunto, criar, aqui e agora, fragmentos de um mundo melhor. O desafio é, portanto, grande. Mas acreditamos que um colectivo de pessoas empenhadas em construir algo em conjunto conseguirá fazê-lo, enquanto esse empenho se mantiver, ultrapassando as várias barreiras que forem surgindo. Pretende-se, portanto, com este texto, não apenas a apresentação de uma nova forma de mostrar o que nos move, mas, acima de tudo, lançar um apelo para todos os que, como nós, acreditam que a realização voluntária, colectiva e horizontal de um meio de informação é, ao mesmo tempo, uma machadada nos paradigmas actuais e uma experiência de trabalho num mundo já transformado. Um apelo para que se juntem a esse mundo, para que se povoe de gente e, portanto, de novas possibilidades de ser melhor.

Reactivamos assim o CMI Portugal, para que tenhamos nós também uma voz alternativa aos grandes meios de comunicação deste país.

Estás preparado para escrever a tua notícia?

Ajuda-nos a construir este mundo melhor!
Artigos relacionados:
10 Anos de Seattle

Colectivo editorial do Centro de Média Independente - Portugal
http://pt.indymedia.org

sábado, 12 de dezembro de 2009

[COP15] Esperadas mais de 40.000 pessoas para manifestação amanhã, na Dinamarca

En la manifestación de mañana se esperan más de 40.000 personas

[Sydsvenskan. Traducido por La Haine]

Este sábado se realizará una de las manifestaciones más grandes de la historia de Dinamarca, hacia el centro de convenciones Bella Center. Ha sido planeada durante 3 meses, participarán 516 organizaciones de 67 países.

"Además contamos con que muchos miles de personas que no pertenecen a organizaciones se unirán a la marcha", dijo Knud Vilby, portavos de los organizadores, People's Climate Action, que cuentan con el apoyo del ministerio de relaciones exteriores danés.

Los últimos días casi ha tenido que responder a una sola pregunta: Habrá violencia? "Mi respuesta es no. Será una manifestación pacífica"

Knud Vilby opina que hay muchos elementos que ayudan a que no haya enfrentamientos. Entre ellos, el que la marcha estará dividida en bloques, lo que facilita la vigilancia [del accionar policial y de los secretas].

Las nuevas leyes danesas que el parlamento introdujo para esta cumbre pueden asustar a muchos manifestantes. Las desusadas penas por desordenes públicos han levantado muchas protestas, entre otras de lor organizadores de la marcha.

Datos de la manifestación

Los manifestantes se reunirán a las 13hs. en Christiansborg. Allí hablará, entre otras, la fotógrafa danesa Helene Christensen, que fotografía el cambio climático en todo el mundo.

A las 14hs. empieza la marcha de 6 km. hacia el Bella Center. En la plaza Christianhavns se unirán un par de miles de personas que participaron en la conferencia climática alternativa en [el barrio libre de] Christiania.

A las 16:30 debería haber llegado la marcha al Bella Center. Allí habrá oradores, entre otras la ex-presidenta de Irlanda Mary Robinson.

A las 18:30 terminará la manifestación. Toda el área estará cerrada al tráfico privado. La única forma de salir de allí será en metro y quizás autobuses. El Metro pondrá servicios extras.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

[Grécia] Marchas solidárias e contra a repressão


Na manhã desta quarta-feira (9), estudantes atacaram a delegacia de polícia de Alexandria, em Amathia, com coquetéis molotov. Enquanto isso, varredores de rua e lixeiros renovaram a sua greve por mais 48 horas em Atenas. A cidade está tomada de montes de lixo que quase bloqueiam as ruas.

Na questão jurídica, três dos detidos em Tessalônica estão em prisão preventiva à espera de julgamento. Continuam em várias cidades gregas os processos legais de outras pessoas presas durante os últimos dias de manifestações.

Em Mytelene, na ilha de Lesbos, os manifestantes ocuparam quatro estações de rádio e leram comunicados exigindo a libertação imediata de todos os detidos.

Manolis Glezos, um veterano da Resistência conhecido por ter baixado a bandeira nazista sobre a Acrópole (a mais conhecida e famosa das acrópoles da Grécia) durante a ocupação denunciou as prisões como terrorismo de Estado contra o povo e o movimento, enquanto que a Associação de Advogados juntou-se a condenação dos detidos no espaço anarquista “Resalto” como repressão política.

Em mais uma armação policialesca, característica da ética do Estado grego, um menino foi liberado em Tessalônica, depois que a polícia admitiu que tinha "posto" uma mochila cheia de coquetéis molotov para ele. O jovem estava sendo acusado de carregar a mochila cheia de objetos incendiários. Mas um vídeo gravado por uma pessoa durante a sua detenção mostrou que ele não carregava nada, que tudo não passava de uma maquinação das autoridades. Os policiais não foram suspensos ou imputados.

Além disso, em um gesto de colaboração sem precedentes desde a Junta [dos Coronéis], as autoridades do reitorado da Escola de Direito de Atenas anunciaram medidas para desocupar e não permitir a entrada de não alunos em suas dependências.

Em Chania iniciou-se uma investigação sobre a colaboração entre a polícia e grupos fascistas durante os recentes distúrbios depois da publicação das fotos do chefe de operações abertamente coordenando os fachas. Os fascistas atacaram imigrantes em Chania duas vezes desde o fim das manifestações.

Os últimos acontecimentos na Grécia vêm em um clima de extrema tensão econômica no país, uma vez que a agência de classificação de risco de crédito Fitch rebaixou o rating de crédito da Grécia de A- para BBB+. A medida atinge os principais bancos gregos: Banco Nacional da Grécia (NBG), Banco Alpha, EFG Eurobank Ergasias (Eurobank) e Piraeus Bank. A agência enfatizou os "temores sobre a perspectiva de médio prazo para as finanças públicas, dada a fraca credibilidade das instituições fiscais e o cenário político na Grécia". A situação do orçamento grego é muito difícil. Esta descida resultou no colapso do mercado acionário, que se reduziu ao valor de dez anos atrás. O primeiro-ministro grego anunciou que o país está pela primeira vez em uma "crise de soberania nacional desde 1974”, acrescentando mais dramaticamente que "o país está em cuidados intensivos”. O governo teme que as reformas estruturais necessárias para aumentar o nível de qualificação da dívida pública possa levar à Grécia a uma agitação social que faria que a Revolta de Dezembro fosse apenas um distúrbio de sábado.

Nesta quarta-feira estava previsto o julgamento contra o anarquista Giannis Dimitrakis (detido em janeiro de 2006, depois de assaltar um banco no centro de Atenas). O julgamento foi suspenso e transferido para a próxima semana. Solidários que foram até o Tribunal puderam vê-lo de longe e saudá-lo com gritos de ânimo.


Terça-feira (8), além das manifestações solidárias no centro de Atenas e Tessalônica, também ocorreram atos públicos em Trikala, Chania, Rethymo, Giannena, e muitos bairros periféricos de Atenas. Da mesma forma ocorreram concentrações em paradas de metrô e nas praças centrais de Atenas, com distribuição de panfletos e lidos comunicados solidários e contra a repressão e pela liberdade dos detidos pelo megafone.

Em Mitilene e Tessalônica algumas estações de rádio foram ocupadas. Em muitas universidades os estudantes ocuparam os edifícios, após a realização de reuniões. Isto é uma resposta à enorme repressão e à entrada da polícia na universidade. Eles exigem, em primeiro lugar, a retirada dos encargos e à libertação imediata de todos os detidos por qualquer razão nos últimos dias e, segundo, que a polícia pare imediatamente de violar o asilo universitário.

Condenam também a política do Estado na educação e as condições de trabalho. Eles também exigiram a proibição dos despedimentos e a abolição das leis universitárias aprovadas pela administração passada (sobre a privatização, a entrada de empresas na universidade, etc.- isto foi aprovado em 2006-2007, apesar de um grande movimento estudantil, que só conseguiu parar algumas partes da nova legislação). Os estudantes e os anarquistas estão planejando novas manifestações para esta quinta e sexta-feira.

agência de notícias anarquistas-ana

em nosso universo
breve, passa, com pressa! e
graça, a borboleta

[Grécia] Vídeos recentes



Estudantes retiram bandeira grega e colocam bandeira anarquista num edifício do Politécnico de Atenas.



Protestos em Salónica




Protestos em Atenas

[Grécia] Comunicado de Anarquistas de Atenas

Os últimos dias têm sido visto incríveis orgias da Junta militar na Grécia.

Exemplos:

1) Os policiais com armas de fogo nas manifestações;

2) Policiais em motocicletas fazendo incursões contra manifestantes;

3) Policiais seguindo manifestantes pacíficos nas ruas, detenções indiscriminadas e selvagens;

4) Encenações preparadas, como a suposta tentativa de assassinato contra o reitor do Pritanea;

5) Um grande número de acusações vagas e até mesmo criminosas para deter as pessoas jovens e adultas;

6) Fechamento de escolas sob o pretexto da gripe suína e espancamentos na surdina de estudantes que queriam chegar às suas escolas;

7) Secretas encapuzados seqüestrando jovens manifestantes;

8) Maior nível de colaboração entre os neo-nazistas da Golden Dawn e a polícia;

9) Reuniões secretas entre Chrysohoides [ministro para a "proteção dos cidadãos"] e os diretores de canais de televisão e jornalistas para decidir como apresentar a informação na TV;

10) Câmeras secretas escondidas e helicópteros sobrevoando constantemente;

11) Tolerância zero, uma laranja amarga, ou uma pedra arremesada em um banco tornou-se um crime grave e um pretexto para um ataque da polícia;

12) Proibição de manifestações e reuniões políticas nas áreas de maior movimento, com intimidação policial massiva e revoltantes filas de averiguação;

13) Ataques hackers contra o Indymedia, páginas de okupas e TVXS (TV Sem Fronteiras), eliminando comentários;

14) Invasão e detenção preventiva em muitos espaços autogeridos;

15) De um modo orwelliano, os anarquistas e os rebeldes são chamados de “fascistas e nazistas!”;

16) Eliminação do direito de asilo acadêmica, como uma Junta militar.

E muito mais!

Algumas dessas coisas aconteceram de forma isolada, e algumas ocorreram apenas durante a Junta Militar dos Coronéis (1967-1974), enquanto que outras nunca tinham acontecido antes, só agora. Nunca tinha passado todas juntas em tão curto espaço de tempo!

Parece que o choque que aconteceu aqui, e que eles escondem, tal como o indomável dezembro, tem o poder de ativar um plano de emergência, um novo “molde de gesso” [repetindo o pronunciamento da Junta em 1967].

Esses momentos são mais do que histórico. Estamos assistindo, pela primeira vez desde 1967, uma tentativa de impor um golpe de estado da polícia fascista. Se numa “democracia parlamentar” são capazes de cometer tais crimes, essa Junta é um pouco diferente, e nós todos temos que começar a entender. Os lemas anarquistas nas ruas estão começando a dizer sem rodeios: “Abaixo a Junta.”

Há cumplicidade dos procuradores, dos reitores, das classes mais altas, da mídia burguesa e da polícia, e ainda não sabemos que outras forças locais e estrangeiras foram recrutadas. Ouvimos falar de pessoas desaparecidas. O clima é tão duro como durante a Junta.

Este não é o momento de ficar calado! Essa não é hora de relaxar!

Todos nas ruas – Sentadas em todas as partes!

Por favor, ajude a derrubar a Junta militar grega!

O regime está pelas vias de 1967!

Despertemos!

Retirado de: Agitação


Atualização dos acontecimentos na Grécia

[Pelo dinamismo e intensidade das atividades na Grécia é quase impossível escrever uma boa atualização sobre o que está acontecendo por lá, principalmente pelas dificuldades idiomáticas, mas “vamo que vamo”. Grécia em todas as partes!]


Nesta segunda-feira (7) houve manifestações em quase todas as cidades do país, especialmente estudantis. Algumas cidades que postaram informes de protestos - que foram desde ocupações de estações de rádio, ataques a alvos capitalistas e militares, até passeatas - pelo Centro de Mídia Independente de Atenas: Kozani, Ilha de Lesbos, Lefkada, Paros, Patras, Larissa, Veria, Rodes, Ilha de Creta, Katerini, Kalamata, Zakynthos, Trípoli, Samos, Volos, Chania, Ilha de Creta.
Em Atenas, ontem à noite, depois da manifestação e da forte repressão, houve uma reunião na Universidade Politécnica ocupada. As pessoas saíram de lá em passeata, tentando evitar alguma prisão, porque havia policiais por todas as partes. A ocupação acabou.
Em Tessalônica, após uma reunião na universidade, aconteceu uma manifestação de solidariedade com os detidos, exigindo a sua libertação. Em seguida, fecharam a rua Egnatia (uma das principais ruas da cidade) de 18h45 até 22h15. Eles deixaram o local somente depois que souberam que todos os presos em 7 de dezembro iriam ser soltos.
Há algumas manifestações de solidariedade convocadas para hoje (8) em Atenas, às 19 horas, e em Tessalônica, às 18 horas. Também há várias convocações e ações em alguns edifícios que ainda permanecem ocupados.

[Ultima hora]

A manifestação em Atenas em frente ao Parlamento foi proibida, o lugar estava tomado de policiais. Mas mesmo assim houve uma concentração de manifestantes.
Fotos:
Presos libertados
Hoje pela manhã, às 6h30, as 22 pessoas do Centro Social Anarquista "Resalto", em Keratsini, que estavam detidas foram libertadas. Os juízes estiveram reunidos por mais de três horas para tomar a decisão num processo que teve início às 14h30 de ontem.
Uma pessoa foi imposta sob a fiança de 15.000 euros; duas outras uma fiança de 5.000 euros; para outras 6 pessoas uma fiança de 3.000 euros; outras quatro pessoas não receberam qualquer tipo de fiança ou obrigação jurídica; para os demais foi ditado uma proibição de sair do país, comparecer e assinar um compromisso em uma delegacia de polícia de bairro (não sabemos com que regularidade).
Na saída do Tribunal estavam os esperando 30 companheiros e familiares. Ainda hoje, passam pelo Tribunal 41 pessoas que ocuparam a prefeitura da cidade.

Neonazistas
Há diversas fotos postadas no CMI Atenas revelando que membros do grupo neonazista Chryssi Avghi atuaram conjuntamente com as forças policiais gregas na repressão dos manifestantes.
Repressão
O nível de repressão visto em Atenas e outras cidades gregas nos últimos dias atingiram picos de brutalidade sem precedentes naquele país.
Segundo um anarquista londrino, "em abril deste ano, os jornais britânicos divulgaram que um destacamento da seção da Scotland Yard [polícia britânica equivalente ao FBI dos EUA], especializada na "luta contra o terrorismo" foram deslocados ao país mediterrânico, a fim de ajudar o Estado grego para melhorar o nível do seu próprio "terrorismo". Pouco mais de um mês depois, o novo "Delta Force" [os assassinos e terroristas dos comandos motorizados da polícia grega] já estava em serviço, causando ferimentos graves em vários manifestantes".
Ele continua: "As táticas usadas na repressão às manifestações deste mês, o golpe tático que levou à prisão ativistas de um centro social chamado "Resalto”, depois de invadir o local de uma maneira injustificada e brutal, a prisão “preventiva” de muitas pessoas quando se dirigiam para as manifestações com a desculpa de identificá-las, mas com o verdadeiro objetivo de manter as pessoas longe dos locais de luta, as tentativas de estabelecer uma "onda" em torno dos manifestantes... Isto soa familiar... Tudo isto cheira a colaboração britânica com assessoramento, formação e talvez financiamento".
"Quando você vê cortar a barba do vizinho, bote a sua de molho, diz um ditado popular. Acho que os grandes líderes da União Européia estão vendo que a resistência popular anarquista avança imparável, e se hoje é a Grécia, amanhã pode ser a Inglaterra, Alemanha, Espanha..."

Proteção ao cidadão?
O Ministro de Proteção ao Cidadão do novo governo "socialista" grego falou que "durante as manifestações a polícia se quer arranhou algum manifestante". Por outro lado, um policial que preferiu não se identificar disse a um jornal local que "os confrontos não foram significativos, os protestos aconteceram como esperado".
Grande mídia
De acordo com informes veiculados na grande imprensa grega, "especialistas" políticos e agências de inteligência da Europa já temem que a instabilidade grega se espalhe por toda a região. "A Grécia é o ponto fraco da Europa e há a possibilidade de que elementos radicais inspirem outros países europeus", disse um analista ateniense sobre terrorismo.
Humor
Um político direitista grego expressou num jornal local a seguinte frase/pergunta: "Como é possível que as autoridades deixem que um bando de anarquistas tirem e queimem uma bandeira da Grécia e ainda icem no alto de um prédio público uma bandeira anarquista?".

agência de notícias anarquistas-ana

Retirado de: Rede Libertária

O julgamento dos detidos na manifestação anti-autoritária de 25 de Abril de 2007 teve início...

O julgamento dos detidos na manifestação anti-autoritária de 25 de Abril de 2007 teve ontem início; contudo, devido a uma falha por parte do tribunal nas notificações de arguidos, a 1ª sessão foi imediatamente adiada para dia 22 de Janeiro de 2009.



Num complexo de edifícios onde vidas são decididas, inserido num complexo comercial, inserido num complexo habitacional de ricos, por alguma razão desconhecida, o Campus de Justiça de Lisboa estava literalmente ocupado pela polícia, com várias dezenas de agentes do Corpo de Intervenção e do SIR a cercarem, principalmente, o edifício B (o dos juízos criminais), e alguns agentes à civil a vaguear por ali.

Na verdade, o único exemplo de vida naquela zona eram os 20 companheiros que ali se juntaram e gritavam e assobiavam e mostravam uma faixa onde se lia "hoje como ontem, continuamos na rua".

Retirado de: Rede Libertária

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Anarquista russo morto por Neo-Nazis!


Ivan “Vanya Kostolom” Khutorskoy- 1983/2009



Na noite de segunda-feira 16 de Novembro, anti-fascista de 26 anos Ivan "Vanya Kostolom" Khutorskoy foi baleado até à morte à entrada da sua casa, no bairro de Khabarovsk na zona de este de Moscovo, segundo algumas informações foi morto com dois tiros no crânio

Link da noticia

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Querem despejar o CCL!!!

O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos, está a ser ameaçado de despejo por parte do proprietário.

O CCL é um ateneu cultural anarquista fundado em 1974 por velhos militantes libertários que resistiram à ditadura, ocupando desde então o espaço arrendado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço fundamental para o anarquismo em Portugal acolhendo sucessivas gerações de libertários. O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com material anarquista editado ao longo dos últimos cem anos, assim como uma distribuidora de cultura libertária. Durante a sua existência, o Centro acolheu várias actividades, tais como debates, passagens de vídeo ou diversos ateliers. Diferentes publicações aqui se editaram, como a Voz Anarquista nos anos 70, a Antítese nos anos 80, o Boletim de Informações Anarquista nos anos 90 e o Húmus, mais recentemente.

Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações.


O Centro vai recorrer desta decisão. Nesta nova fase é preciso suportar custos que dizem respeito ao recurso e aos honorários do advogado. Até à data ainda não sabemos exactamente a quantia necessária mas, pelo que averiguámos, será necessário reunir umas largas centenas de euros.

O contexto que deu origem a este caso não diz respeito apenas ao Centro de Cultura Libertária, mas a todos aqueles que se vêm a braços com a falta de escrúpulos dos senhorios e restantes especuladores imobiliários. É importante relembrar que, ainda que este processo tenha sido iniciado sob alegações do ruído excessivo produzido pelos frequentadores do Centro, estão em causa outros interesses, nomeadamente o do senhorio em rentabilizar o espaço, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado agora.

O desaparecimento deste Centro significaria a perda de um importante espaço de reflexão, debate, luta e resistência.

À semelhança dos/as companheiros/as que lutaram para que este espaço existisse, resistiremos uma vez mais, e NÃO perderemos o CCL nem às mãos dos tribunais, nem da especulação imobiliária nem por nada.

Continuaremos a lutar para que este espaço continue!

Toda a solidariedade e apoio que possam dar força à resistência do CCL é da máxima importância e urgência.

Saúde e Anarquia!!!

Centro de Cultura Libertária
07.11.09

Contactos:

E-mail: ateneu2000@yahoo.com

Correio:
Apartado 40
2800-801 Almada – Portugal

Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com