sexta-feira, 31 de julho de 2009

Chamamento à solidariedade activa com Amadeu Casellas


A situação é extremamente grave. Amadeu foi transferido para a prisão de Quatre Camins (prisão onde já tinha tido problemas com a "Junta de tratamento") e regressou a primeiro grau. Isto significa que tem as comunicações restringidas, o correio interferido, está sozinho na cela e sai só uma hora diária ao pátio. Isto no mínimo!

Desde 15 de julho está de novo em greve de fome. Ainda que seja por duas semanas, o seu estado de saúde está muito deteriorado porque é a terceira que começa desde Abril. E recorde-se que, o ano passado, esteve 78 dias seguidos em greve de fome. Amadeu já era um preso com problemas de saúde e estas greves contínuas têm-no debilitado gravemente.

Esta situação de mais repressão ainda só se explica à luz dos comunicados que o Amadeu está a escrever, e que ninguém conseguiu que parem. Neles denuncia, com nomes e apelidos, personagens da instituição penitenciária responsáveis de torturas, mortes, chantagens, explorações, negócios... Isto não está a agradar nada aos políticos e aos responsáveis das prisões, que se propuseram a silenciar o Amadeu, metendo-o nun regime de isolamento.

O Amadeu está a aguentar um braço-de-ferro contra a prisão. Pensamos que há que estar com ele!

É o preso ou a prisão. Agora ou nunca.

Individualidades contra as prisões

(mais informações e comunicados do Amadeu em www.klinamen.org)


Retirado de: Rede Libertária

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A insurreição operária antimilitarista, pacifista e anticlerical de 1909 em Barcelona


Completam-se agora cem anos da revolta de 1909 em Barcelona protagonizada pelos grupos sociais mais pobres daquela região metropolitana da Catalunha.

Durante a semana de 25 de Julho a 2 de Agosto de 1909 ocorreram uma série de acontecimentos que na história oficial ficaram conhecidos pela expressão «Semana Trágica» mas que só se compreendem na medida em que sejam vistos como uma resposta antimilitarista e pacifista das camadas sociais mais exploradas à requisição de homens para o exército espanhol ordenada pelo governo da altura a fim de combater nas colónias espanholas no Norte de África os ataques que o poder colonial espanhol estava a sofrer.

O protesto que visava impedir o embarque de reservistas do Exército espanhol a partir de Barcelona rapidamente alastrou por toda a cidade, constituindo o principal alvo da ira popular os edifícios, as escolas e as instituições pertencentes à Igreja que era especialmente odiada pelos revoltosos ( segundo dados historicamente comprovados, foram queimados 33 conventos, 33 escolas religiosas e 20 igrejas foram reduzidas a cinzas) por aquela instituição estar associada ao atraso crónico e ao obscurantismo cultural que atingia a população.

A responsabilidade por estes acontecimentos foi mais tarde imputada pelo Estado espanhol ao grande intelectual e pedagogo Francisco Ferrer y Guardiã, acusação que lhe custou a vida, apesar da sua inocência e ao clamor geral que por todo o mundo se levantou em sua defesa.

O fuzilamento de Francisco Ferrer – uma figura internacionalmente muito respeitada, que naquela altura poderia ser comparada com a que hoje é representada por Noam Chomsky - constituiu um dos maiores, injustos e atrozes crimes do Estado ao longo do século XX


Nos últimos dias os muros de aproximadamente vinte igrejas em Barcelona apareceram pintados com palavras a recordar a luta anti-clerical.





Exposição sobre a Semana Trágica de 1905 em Barcelona





Retirado de: Pimenta Negra

sábado, 25 de julho de 2009

[Grécia] Radio Revolt atacada!


Radio Revolt é uma radio prirata grega que funciona numa carruagem abandonada num campus universitário de Salónica. Foi atacada no dia 21 de Julho com cocktails molotov. Os danos não foram muito graves, tanto que passadas 3 horas a emissão estava de novo no ar.

Segue um comunicado retirado do Indymedia de Atenas:

On 21 July 2009 the station was attacked. Here is an adapted English translation of Radio Revolt's announcement, originally in Greek:

During the morning of 21 July the occupied space where Radio Revolt is housed, the railway carriage of OSE (a Greek railway operator) in the centre of Aristotelian University's campus in Salonica, was attacked by persons unknown with three molotov bombs. After the ‘unknown’ perpetrators attempted to attack our studio, without success, they resorted to bomb with their molotovs the WC of the radio station, and any damage done was limited within it. Our station stopped transmitting only for three hours just to allow for power to be restored, which we had cutted deliberately for safety reasons.

This attack on Radio Revolt is merely one more of the failed attempts by the state and the parastate, part of a semester-long series of attacks after December, ordered by the political and economic elite and executed by cops and fascists. Their goal is to suppress all voices of freedom, everyone who protests and resists. They seek to turn society more conservative, fascist, and xenophobic; their final aim, of course, is the establishment of terror. The police is being advertised as the new messiah, and the dogma of order and security is being presented as more necessary than ever.

Let them live in their dream: day by day the multifaceted resistance becomes more powerful, and thousands of people get their lives in their hands. The dynamic mobilisations and protests prove that all every threat manages to achieve is to make social movements more powerful.

Radio Revolt, against all of them who wish otherwise, transmits – and will carry on transmitting.

Against the mainstream media.

ARM YOUR VOICE!

Radio Revolt
22/01/09

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Termina o julgamento dos 25 de Caxias: Absolvição geral

No dia 16 de Julho, quinta-feira, teve lugar a leitura da sentença do julgamento dos 25 de Caxias no tribunal de Oeiras. Todos os arguidos foram absolvidos. A sessão teve como única interveniente a juíza que na leitura do acórdão deu a conhecer algumas coisas que já tinham sido entendidas por todos ao longo das sessões do julgamento. Numa declaração relativamente longa a juíza explicou a incapacidade por parte do tribunal em provar a acusação. Revisitou em tom resumido todas as fases do processo, declarações de testemunhas e desbobinou uma série de argumentos legais e processuais que estiveram na base da sua decisão.

O processo iniciou-se a 5 de Março e prolongou-se por 7 sessões, tendo tido como característica principal e constante a arrogância de juízas, procuradores, polícias, guardas prisionais e restantes representantes da autoridade estatal, para além da estupidez da acusação em si.

Por outro lado também a solidariedade esteve presente durante todo o julgamento, espalhada por vários locais. Aconteceram concentrações e sessões de informação, foram distribuídos flyers e foram colados cartazes. Apareceram pintadas na zona do tribunal em Oeiras. Em Roterdão um grupo de pessoas enviou um texto ao consulado português. Em Compostela, na Galiza foram partidos os vidros da oficina da Agência de Inovação e integração de Portugal. Em Barcelona algumas pessoas mandaram um fax com um texto a partir do consulado português para o tribunal de Oeiras enquanto uma concentração acontecia na rua.

Chega ao fim este processo, mas sem duvida que considerar este caso encerrado é um erro. O encerramento de um processo, com ou sem a absolvição dos arguidos, apenas significa que se encerra uma etapa processual, um contratempo legal ou se conclui um protocolo jurídico. Obviamente que a absolvição nos traz razões para comemorar, mas a luta por um mundo sem prisões e sem tribunais obriga-nos a continuar a luta sem grandes celebrações.
Da repressão estatal contra os indivíduos nem sempre se pode esperar uma coisa destas e na verdade nada se deve esperar de quem constrói um sistema de controlo e repressão, de quem quer encarcerar os que lutam contra este mundo de miséria.

Os julgamentos passam, mas a luta continua.

Com ou sem absolvições, estamos contra as prisões.

Retirado de: http://presosemluta.tk

quarta-feira, 15 de julho de 2009

[Fotos] Protestas en Francia contra la violencia policial


Cientos de jóvenes marchan en Montreuil (cerca de París) al grito de ¡fuera maderos de nuestros barrios!

En la tarde-noche del lunes 13 de julio, centenares de jóvenes se reunieron cerca del Ayuntamiento de Montreuil para protestar contra la brutalidad policial del miércoles pasado (un joven perdió un ojo como consecuencia de un pelotazo a corta distancia en el desalojo de un Centro Social Ocupado).

Bajo una fuerte presencia policial los jóvenes comenzaron la manifestación y, poco después de las 21h comenzaron los gases lacrimógenos y las cargas de la policía. Los manifestantes, por su parte, respondieron lanzando botes de pintura y piedras. Al grito de “¡Policía nacional, milicia del capital!” o al de “¡Fuera maderos, de nuestros barrios!” los jóvenes tomaron las calles próximas al Ayuntamiento.

Según la alcaldesa de la ciudad, Dominique Voynet, se produjeron varias detenciones, aunque los detenidos fueron puestos en libertad a la mañana siguiente.

Los manifestantes protestaban contra la expulsión violenta, el miércoles pasado, de los activistas que ocupaban una antigua fábrica, que servía como centro social.

Durante el desalojo, un hombre de 34 años perdió un ojo como consecuencia de una pelota de goma lanzada por la policía.

Según las autoridades locales, la víctima, Joachim Gatti, pertenecería al movimiento de corte autónomo que denuncia los alquileres desorbitados en París y en algunos barrios de la periferia.




Retirado de: La Haine

quinta-feira, 9 de julho de 2009

[França] Mais uma morte de um jovem sob custódia policial


Mohamed Benmouna foi detido, em Lyon, supostamente por tentativa de roubo. Pouco depois da detenção entrou em coma e passadas algumas horas morreu. A polícia diz que se suicidou, usando o cordão do colchão para se enforcar... A familia está desconfiada desta versão.

Alguns jovens sairam em protesto e enfrentaram a polícia que entretanto já fez 9 detenções.




Notícia completa e mais fotos aqui.

Compilação "A Revolta" #1



A primeira compilação "A Revolta" é uma iniciativa do fórum punk português com o mesmo nome e reune, nesta primeira edição, 20 nomes do punk português, activos e não activos. A compilação estará brevemente disponível gratuitamente on-line, com tudo preparado para depois se fazer um CD físico com capas, logos, letras, etc.

Compilação "A Revolta" #1

01. Raiva!!! - Os porcos que bailam
02. Spitzbuben - Sofrimento
03. Tiro no Escuro - Deixa estar
04. Esclerose - Onde está a liberdade
05. Fora de Mão - Guerra de sangue
06. Prótese Involuntária - Tira a máscara!
07. Ventas de Exterko - Caos em Portugal
08. Coluna de Ferro - Holocausto surreal
09. Nó Káustico - Se eu fosse palhaço...
10. Abandalhados - Sr. Presidente
11. Pee-Jamma - Exactidão Incerta
12. T.H.C. (The Highest Cost) - Local Promises
13. Factor C - Não dá (ao vivo)
14. Mais Uma Queda - Farto
15. Estado de Sítio - Beco sem saída
16. Dr. Filth - Chaos
17. Sem Talento - All-Garve Não!!
18. Decreto 77 - No Trendy Winds
19. Resposta Simples - Sonho Peregrino
20. Mordaça - De Costas Voltadas

Forum A Revolta

[Atenas] Mani anarquista convoca más de 3000 personas contra el racismo




IMC Toulouse. Traducido por alasbarricadas.org

Una manifestación de unos 4.000 anarquistas y anti-autoritarios tuvo lugar el pasado martes, 7 de julio, en el centro de Atenas en solidaridad con los inmigrantes y como respuesta a varios ataques de la policía y a la política de "limpieza" que lleva a cabo el Estado griego junto con sus amigos fascistas y nazis (a menudo bajo el pretexto de "comités ciudadanos") y los medios de comunicación contra cualquier elemento refractario e incontrolado (inmigrantes, en particular, pertenecientes a la juventud musulmana). La construcción anunciada de centros de detención para inmigrantes, la represión, el papel de los medios de comunicación, la auténtica plaga de patrullas racistas de los grupos fascistas para cazar inmigrantes, el partido de extrema derecha LAOS que, tras las últimas elecciones europeas (7,3% de los votos), sirven de coartada para las fuerzas democráticas y para-estatales continuen e intensifiquen la campaña y la práctica del odio, todo esto constituye el contexto de una política contra los disturbios, para intentar resucitar un estado profundamente tocado tras la revuelta de diciembre de 2008 (iniciada con el asesinato del joven Alexis por policías).

En este clima de terrorismo, la manifestación contra el apartheid en nuestras ciudades se dirigió a la plaza de San Panteleimon, en un barrio pobre donde los fachas se manifestaron contra los inmigrantes (incluso prohibiendoles el acceso a un parque). Al pasar cerca del lugar, la mani vio a la policía cooperar con los nazis que incluso trataron de quemar vivos a los manifestantes lanzando cócteles molotov. Los perros de los medios de comunicación no dicen nada, cosa que no nos sorprende. Son ellos los que, durante semanas, han orquestado y cultivado el odio contra los inmigrantes, y exonerado a los policías para su impunidad. Siguieron enfrentamientos violentos durante horas entre los compañeros y la policía tras la dispersión de la mani en la calle Patission. Por favor, difundir

Solidaridad con todos los inmigrantes, los insurrectos y todos los condenados de la Tierra.

LA LUCHA ACABA DE COMENZAR

G8 Italia: Continúan las movilizaciones contra el G8 y por la liberación de los detenidos

[Traducido por La Haine]

Después de un extraordinario día de acción el lunes, con nuevas ocupaciones de rectorados, en solidaridad con los detenidos dell'Onda, la ocupación de la sede de la RAI de Turín y las acciones en la ciudad de Roma, con movilizaciones y detenciones, el de ayer fue un nuevo día de protestas.

A lo largo de Italia se hicieron acciones descentralizadas contra la apertura de la cumbre del G8 de la crisis.

L'Aquila

En la mañana, un centenar de activistas de los comités locales junto con los activistas de las delegaciones del movimiento, delante de los cuarteles Coppito, donde se realiza la cumbre del G8, han compuesto un gran letrero en inglés que pone "Yes we camp" (Sí acampamos), que en inglés suena casi igual que Yes we can (Sí podemos), lema de campaña del presidente del régimen estadounidense, Barack Obama.

Por la tarde alrededor de las 18.00 horas, después de una reunión de los comités del terremoto, cientos de personas, principalmente pertenecientes a la red 3e32 junto con las delegaciones de Nápoles y Alemania marcharon a la Piazza d'Armi para manifestarse contra la delegación del Presidente del régimen estadounidense Barak Obama. Al paso de la delegación de Obama se abrió una pancarta que ponía "Sí acampamos", mientras que unos 100 policías mantenían por la fuerza a los manifestantes en el borde de la calle. El protesta contra Obama parece haber confundido a la máquina de control de la policía que poco después, por pura provocación, detuvo a dos estudiantes de Turín al interior del campamento de la red 3e32.


Roma

Un centenar de activistas del Bloque Precario Metropolitano se manifestaron en Via XX Settembre frente al Ministerio de Economía. Portaban dos grandes pancartas que ponían "El G8 es un terremoto, somos todos aquilanos" y "G8, Banco Mundial, Fondo Monetario Internacional devastan y saquean". Consiguieron bloquear el acceso a dos bancos, para resaltar la responsabilidad del Instituto de Crédito en la crisis económica. Los manifestantes luego violaron el protocolo de Alemanno (alcalde de Roma) que propuso reglamentar las manifestaciones y llegaron a la Piazza Fiume bloqueando el tráfico.

El equipo de Onda que lleva el proyecto dell'Onda de la universidad Sapienza sobre bienestar social, ingresos y derecho a la vivienda para los estudiantes manifestó: "Hoy en el día a día de las acciones contra el G8 de la crisis, el equipo de Onda lanzó su campaña 50 euros pueden bastar para reivindicar el acceso a precio sostenible a viviendas para estudiantes, ocupando un edificio abandonado desde hace más de diez años en el distrito de Pigneto Roma", según informa Alioscia.

Por la tarde, estos estudiantes okuparon una residencia estudiantil que se convirtió en autogestionada: ha nacidoPoint Break.

A las 20.00 terminó la acción frente a la cárcel de Regina Coeli, donde están varixs de lxs compañerxs arrestadxs. A las 21.00 se realizó una batucada frente a la cárcel de mujeres de Rebibia, donde hay compañeras detenidas.

Bolonia

Terminó alrededor de las 18:00 la conferencia de prensa de los estudiantes dell'Onda boloñesa durante la cual se pusieron en marcha iniciativas para los próximos días.

Pádua

Esta mañana, durante la acción de solidaridad con Max y Benji, detenidos el pasado lunes durante la operación Rewind, la policía aporreo a los manifestantes.

Trieste

Los estudiantes abandonan la ocupación del rectorado.

En Marghera, Vado Ligure, Brindisi y Porto Tolle, activistas de Greenpeace han escalado chimeneas y bloqueado cintas transportadoras.

Fotos aqui e aqui.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

[Itália] Yes we camp


Quatro franceses e um grego foram detidos hoje de manhã em Roma. Foram também detidos quatro holandeses que se dirigiam a L'Aquila.

Em frente ao ministério da economia foram exibidas faixas que diziam "FMI-G8-Banco Mundial, os que saqueiam e devastam são vocês" e "o G8 é oum terramoto e soms todos aquilanos" em referência aos habitantes de L'Aquila vítimas do sismo.

Em L'Aquila os afectados do terramoto de 6 de Abril (muitos ainda a viver em tendas) em resposta aos luxos concedidos aos chefes de estado meso ali ao lado colocaram o slogan "yes we camp" na colina Roio que dá para a auto estrada.

2.500 militares dos três exercitos italianos vigiam a cidade de L'Aquila enquanto a polícia e os carabinieri vigiam as estradas de ligação à cidade.

Para esta tarde esperam-se manifestações em Génova e em Milão.

Fonte: La Haine