quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

NON SERVIUM - "EL IMPERIO DEL MAL"

União zoófila - associação protectora ou campo de concentração?

No canil da União Zoófila há animais que sofrem maus-tratos. Entre denúncias de bichos pontapeados e sovados, um cão foi morto com um ferro e outro terá sido esquartejado. Há quem fale em "campo de concentração". A associação garante que os bichos são bem tratados.A Lusa viu fotografias de um rafeiro esfaqueado e um relatório de autópsia que revela actos de agressão a uma Pitt Bull. Falou com voluntários e sócios que relataram casos de maus-tratos e negligência.

Alguns pediram anonimato por temerem represálias. Muitos foram expulsos. Todos falam em "caça às bruxas": "Quem questiona ou fala tem um processo disciplinar. Por isso é que estas histórias não saem da zoófila". É o lado negro de uma associação criada há mais de 50 anos para defender os animais.

Em Julho de 2006 deu entrada no serviço de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina Veterinária o cadáver de uma Pitt Bull da União Zoófila (UZ). A necrópsia realizada à "Arlequim" revelou que tinha morrido por lhe terem "perfurado o recto" com um "objecto contundente". A cadela foi vítima de "traumatismo violento, atingindo em especial a região lombar, que terá levado a hemorragia interna".Já este Verão, a 30 de Junho, um rafeiro foi encontrado esquartejado na box. O "Mico" morreria horas depois. Fernanda Moleiro, uma psiquiatra que ocupa parte das instalações da UZ com os animais que recolhe da rua, ficou "chocada com o cenário".

"Quando cheguei, o Mico ainda estava vivo. Saí do canil com ele nos braços, mas chegou sem vida à veterinária", recorda Fernanda, exibindo as fotos que "provam maus-tratos humanos".

A psiquiatra confrontou a direcção, mas não teve resposta. Questionada pela Lusa, a presidente da UZ, Luísa Barroso, disse desconhecer a situação.

Quanto à história da Arlequim, Luísa Barroso afirmou que o caso está a ser investigado pela PJ.

Preocupado com outros casos de violência, um grupo de sócios exigiu uma Assembleia-Geral. Em Outubro, uma sala do Hotel Berna foi palco de uma acesa troca de acusações que se prolongou noite dentro, visando sobretudo um veterinário da associação.

Na reunião, um ex-elemento da direcção acusou o veterinário de ter recusado ver de imediato um animal atropelado. "Esteve quatro horas sem que lhe fosse ministrado um medicamento que lhe aliviasse as dores. Morreu cinco dias depois", afirmou a sócia, que já tinha denunciado a situação por escrito em Março.

Outra denúncia relatava a agressividade com que o veterinário teria dado "um pontapé na cabeça" a um cão.

Presente na reunião, o veterinário negou as acusações, tendo recebido o apoio da presidente da associação até 2006, Margarida Namora, assim como da actual presidente, que garantiu que um inquérito interno concluiu serem falsas as participações. Para Luísa Barroso, por detrás das denúncias estão "assuntos pessoais".

A troca de acusações na instituição é tal que o próprio veterinário acusou uma voluntária de não dar água aos cachorros, provocando situações de "desidratação e internamento".

Margarida Namora explicou à Lusa que essas situações não foram propositadas, mas causadas por falta de gente.

"Como não há voluntários disponíveis, os recém-nascidos são abatidos, porque não há quem os amamente de duas em duas horas", revelou à Lusa uma sócia e voluntária que pediu o anonimato.

Sem pessoal para passear todos os animais, alguns ficam confinados e "só conhecem as boxes e corredores" da UZ. "Já tentei trazer cães à rua, mas eles tinham medo porque nunca na vida tinham saído do canil", contou a mesma voluntária.

Para Miguel Moutinho, presidente da associação Animal, a UZ "é um campo de concentração": "A concepção do canil é inspirada nos anos 50, com os animais encarcerados e sem condições, levando-os à loucura".

Questionado pela Lusa sobre as instalações, o Director-Geral de Veterinária, Carlos Agrela Pinheiro, disse que a única inspecção ao canil foi em 1997, tendo-se "detectado diversas inconformidades".

Segundo Agrela Pinheiro, o espaço só não foi encerrado porque ficou decidido construir um novo canil num terreno a ceder pela autarquia.

Passados dez anos, o canil funciona exactamente no mesmo espaço e não voltou a ser inspeccionado.

Na Zoófila, há cães a viver num barracão sem luz solar directa, permanecendo prostrados nas exíguas boxes.

A actual presidente reconhece que o ideal seria mais espaço e menos animais, mas lembra que as alternativas são o canil municipal ou a rua.

Para a ex-voluntária Maria João Coelho, mais grave do que a falta de espaço é o alegado responsável pela violação e esfaqueamento continuar na associação sem ser repreendido. As voluntárias acusam um antigo funcionário responsável pela manutenção do espaço.

A versão é reforçada por uma voluntária do gatil da União Zoófila: "Ele mata-os de todas as maneiras, mas não basta vermos. É preciso ter uma máquina fotográfica para provar o que se vê, senão somos expulsas".

Luísa Barroso diz tratar-se de "delírio" de um grupo de pessoas que quer descredibilizar a associação: "Como é amigo da direcção elas não gostam dele".

Todos concordam que as guerras são antigas. Miguel Moutinho diz apenas que "em Portugal, as associações que acolhem animais não são a solução, mas sim o problema".

Lusa / AO online http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/54423

Ex-sócios da União Zoófila (UZ) acusam a direcção da associação de gestão danosa, peculato e crime fiscal. Em causa está a criação de uma entidade paralela para onde terão sido desviadas verbas de quotas e donativos, para fugir às dívidas ao Estado e outros credores.

Nas últimas décadas, a UZ recebeu várias heranças como contas bancárias, jóias, barras de ouro, apartamentos e até um prédio numa zona nobre da capital. "O mistério está aqui: a UZ tem quase 30 mil sócios, a receita da clínica, a venda de andares doados, mas o dinheiro desaparece todo", disse à Lusa Artur Chaves, ex-presidente da mesa da Assembleia Geral. Entre 1999 e 2004, a UZ vendeu um apartamento na Amadora, dois em Lisboa e um prédio em Belém.

O principal alvo das acusações é a presidente da associação entre 1998 e 2006, Margarida Namora. A responsável lembra que quando tomou posse "havia dívidas de quase 60 mil contos".

Lusa / DN online http://dn.sapo.pt/2007/12/02/cidades/uniao_zoofila_acusada_peculato.html

domingo, 2 de dezembro de 2007

Manif em Berlim - Contra a demolição das okupas


Berlim, no fim de Dezembro de 2007, a situação na cidade está continuamente a piorar.
Embora até há poucos anos, esta cidade era considerada uma das fortalezas do squatter do movimento, hoje em dia, estamos reduzidos para os poucos remanescentes espaços autónomos. House projectos, reboque - parques, autónomos youthclubs e assim por diante - estão a desaparecer lentamente, e por vezes sem a menor resistência de som - sob a pressão do Estado, capitalista e os seus relacionamentos ativos públicos.
O processo conhecido como gentrification continua a mudar toda bairros, rápido e pitiless, a fim de tornar lugar para yuppies, investidores, artistas alternativos e geralmente todas as pessoas que se sentem - se em casa na sociedade em geral.
É como se, muito em breve, não haverá lugar para a auto esquerda, uncommercial e anti - autoritária espaços. Mas, apesar disso, há ainda sinais de resistência activa todos ao redor.
Os motins em Copenhaga em Dezembro passado, e a luta pela Ungdomshuset, apresentou - explosiva e uncompromisingly - o sonolento algum movimento de espaços autónomos. Na Alemanha, como a nível internacional, este movimento está novamente à ofensiva. Bem como o facto de um grande número de adeptos viajaram da Alemanha para Copenhaga para lutar contra a batalha lá, a solidariedade acções aconteceu em mais de 30 alemão cidades: entre elas, duas longas semanas de acções em Berlim.
Aqui, também tomaram as ruas de volta para nós através de um grande, enérgica e firme demonstração, rocking a cidade e clamar por espaço público, mais uma vez, para o nosso incontrolável, espontâneo e acções directas.
Rigaer94/Kadterschmiede, Köpi, Bethany, Schwarzer canal, Liebig 14, Liebig 34/XB e da Informação Laden outro lado, as estações regulares e os Brunnenstr.183/Umsonstladen, são alguns dos espaços autónomos sob a ameaça de despejo: estes, como todos Os outros, devem permanecer, e isto só pode ser alcançado através de um movimento baseado em resoluteness, a solidariedade ea resistência activa.
Queremos avançar offensively para manter as nossas freespaces e à luta pela criação de novos instrumentos: a mostrar o que cada cidade despejo exerce o seu próprio preço.
Por isso, apelo a todos para participar de uma manifestação no dia 8 de dezembro, quase um ano após a "batalha final", em Copenhaga, a fim de destruir juntos o inverno letargia dos investidores, dos yuppies e cityplanners e para mostrar de forma clara e inequívoca o nosso contra raiva … A situação actual.

Activa solidariedade para com todos ameaçados projectos autónomos em Berlim como no mundo inteiro! Luta e defender autónomas freespaces!
Para espaços autónomos e auto - reino e contra o capitalismo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

25 de Abril 33 anos depois

T.O.C.A. demolida!

Na quarta-feira, a cultura na Amadora sofreu uma machadada brutal. A Taberna Ocupada p’la Cultura na Amadora (TOCA) foi demolida sem qualquer pré-aviso por escavadoras, enquanto a PSP cortava os acessos. A TOCA era um projecto do Movimento de Acção Reivindicativa pela Cultura e Habitação na Amadora (MARCHA).

O sonho de transformar um espaço abandonado num centro de cultura onde os jovens pudessem produzir e viver cultura durou oito meses. Mas o nosso sonho era um pesadelo para o proprietário e para a Câmara Municipal da Amadora. Através deste espaço denunciámos a especulação imobiliária e a falta de habitação para os jovens e denunciámos a falta de políticas por parte de Joaquim Raposo que apoiassem a cultura.

Ocupámos uma casa antiga, património histórico da nossa cidade, e remodelámo-la. Através do trabalho voluntário, centenas de jovens, com o apoio de vizinhos, limparam, pintaram as paredes, arranjaram o telhado, mobilaram a casa e deram-lhe vida abrindo-a à população e aos jovens.

Durante oito meses, resgatámos um espaço do silêncio e da degradação e demo-lo à juventude. Organizámos dezenas de concertos de todos os tipos de música, exposições de fotografia, sessões de cinema, debates, convívios e reuniões. Era raro o fim-de-semana em que a TOCA não se enchia de gente, com centenas de jovens da Amadora e de outros concelhos.

Mas não. Era um sonho demasiado bonito. Era um projecto que impulsionava a participação juvenil numa sociedade dominada pelo individualismo e pela apatia. Como tal, importava destruí-lo para abrir caminho à fúria dos construtores e para silenciar aqueles que lutam pela cultura na Amadora.

Desse ódio são exemplo a preocupação da Câmara Municipal da Amadora em enviar a Polícia Municipal para intimidar e ameaçar os jovens da TOCA, prometendo “desocupá-la” em breve. Quando, logo após a ocupação, o MARCHA se dirigiu à Assembleia Municipal da Amadora para explicar os seus objectivos e as razões da acção, o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Raposo, afirmou, em relação às nossas preocupações, que tínhamos “o azar de viver numa cidade assim”. Mesmo depois de termos convidado todos os deputados municipais a visitar a TOCA.

Porém, não desistimos. Apesar de todas as ameaças e dificuldades, o MARCHA promete não se conformar com a cidade em que vive e lutar para que esta seja um lugar melhor para a população e para os jovens.

O ataque contra a TOCA foi um ataque contra a cultura do Concelho, foi um ataque contra todos e que merece uma resposta de todos. Por isso, apelamos à população e aos jovens para que participem numa acção de protesto em frente à Câmara Municipal da Amadora na próxima segunda-feira, às 18:30 com o lema CONTRA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA E CONTRA A DEMOLIÇÃO DA CULTURA JUVENIL NA AMADORA!

Movimento de Acção Reivindicativa pela Cultura e Habitação na Amadora

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Riot Grrrl's


Riot grrrl (ou riot grrl) é um movimento abrangindo fanzines, festivais e bandas de hardcore punk rock e feminismo. A intenção do movimento é informar a mulher de seus direitos e incentiva-las a reinvindica-los. Uma das principais formas além de protestos foi o uso da música. A carreira músical feminina se resumia apenas como vocalistas, ou qualquer função em bandas de músicas leves, mesmo assim mal vistas. O principal ponto foi montar bandas de rock, com instrumentos pesados como baixo e guitarra com muitos efeitos e distorção, estilo e instrumentos inicialmente considerado como masculinos. Incentivando cada vez mais as mulheres a montarem suas bandas, criar fanzines feministas, e assim expressar suas opiniões e vontades. O gênero musical riot grrrls apareceu na década de 90 como resposta as atitudes machistas punks.

As bandas Bikini Kill e Bratmobile são consideradas duas bandas que incentivam o movimento.

Tudo começou nos Estados Unidos em meados dos anos 90, o termo surgiu quando Alison Wolfe, do Bratmobile, resolveu fazer um fanzine feminista chamado Riot Grrrl onde se rebelavam contra alguns dogmas intocáveis do mundo do rock: garotas não sabem tocar guitarras, bateria, ou baixo tão bem quantos os homens .Por causa desses dogmas, várias garotas sentiam-se desestimuladas a tomar frente de uma guitarra ou qualquer outro instrumento. As riot grrrls não faziam questão de se mostrarem bonitinhas, meigas, ou bem comportadas. Como eram vetadas pelo fato de serem do sexo feminino rasparam as cabeças, usavam roupas masculinas e as vezes até como protesto se envolviam com outras mulheres mostrando a eles que eram tão capaz e as vezes "até mais" do que eles. O movimento Riot foi bem popularizado por bandas de garotas como Bikini Kill e Tribe 8, elas reverenciaram antecessoras roqueiras de visual e verbos agressivos: a poetisa Patti Smith e o humor cínico de Deborah Harry. Não se pode dizer que existam “líderes” no movimento “RIOT GRRRL”, pois cada garota deve fazer o que quer e defender seus pensamentos e não ser “influenciada” ou “obedecer” alguma líder; contudo algumas mulheres conseguiram muito destaque, tornando-se verdadeiros símbolos das “Riot Grrrls”. Sem dúvida o maior destaque é a Kathleen Hanna, vocalista do Bikini Kill, cuja banda pode ser considerada uma das primeiras (ou a 1a) do movimento, além de ser muito radical.

Nos seus shows, as garotas do Bikini Kill costumavam “mandar” os rapazes para as filas mais longe do palco, deixando as garotas nos melhores lugares, além de tudo, elas entregavam folhas com as letras das músicas para que AS FÃS pudessem acompanhar melhor as canções. Kathleen costumava fazer os shows com os braços, abdômen ou costas escritos com slogans como : RAPE (estupre) ou SLUT (vagabunda), isso era uma forma de protesto contra a violência sexual, e os comentários “machistas” que determinavam as “Garotas do Rock” ou as mais “liberais” como vagabundas... O costume de escrever os “slogans” no corpo não parou com o Bikini Kill, até hoje várias bandas femininas se apresentam e se rebelam com o corpo riscado.

Apesar da banda Bikini Kill ter sido a principal e mais influente, a que realmente ficou com “mais fama” foi a Courtney Love, da banda Hole, que é considerada por algumas ídolo máximo do movimento, apesar de várias vezes se negar de participar do “tal movimento feminista” e até ter brigado com Kathleen, entre vários outros motivos UM seria o de que Courtney não queria que a imagem da sua banda, HOLE, fosse associada com o RIOT GRRRL além de que Courtney Love Cobain não simpatizava com a “cena” de Olympia, que era tanto a do Bikini Kill quanto a do “Riot Grrrl”. Querendo ou não a imagem de Courtney foi associada ao RIOT GRRRL. É importante destacar que não só as mulheres defendem o Riot Grrrl, vários homens, inclusive ROCKSTARS já defenderam a causa feminina.

Bandas riot grrrls possuem tanto sucesso pela prática do femismo em suas letras para manter o lema: se os homens podem, eu também posso! Ou ainda: Só para meninas!

Homossexualidade não é uma regra Riot Grrrl. Geralmente há garotas homossexuais no movimento devido o desejo de ter direito de gostar de quem quiser, independente do pensamento alheio. Assim, reivindicando junto as outras a liberdade sexual, o fim do preconceito, entre outros pontos. Infelizmente, a imagem de uma riot grrrl retradada pela mídia inadequadamente como homossexual, que odeia homens, ignorante, violenta, amarga, uma imagem que também é dada para as feministas em geral. Devida a atitude de algumas garotas mal informadas ou com um temperamento um tanto quanto agressivo colocam de forma negativa as características deste movimento.

O modismo "eu sou uma Riot Grrrl" apenas atrapalha os ideais, deixando Riot Grrrls como baderneiras, e não como pessoas que querem conquistar mais espaço, direitos. É importante lembrar.... assim como direitos também temos deveres, entre esses o respeito alheio, assim como exigimos.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O Carlos morreu, às mãos dos fascistas - Manifestação em Madrid, Sábado 17 de Novembro

Domingo passado, dia 11 de Novembro, no bairro madrileno de Usera estava marcada uma manifestação contra a imigração convocada pelo partido de extrema-direita “Democracia Nacional”. Alguns dos vários antifascistas que se deslocaram para apoiar imigrantes e habitantes do bairro tiveram um encontro com alguns nazis na estação de metro de Legazpi. Do confronto verbal passou-se rapidamente à agressão e um militar, neo-nazi, apunhalou Carlos no coração e Alejandro no pulmão. Deste confronto resultou a morte de Carlos de 16 anos. O agressor também foi atacado e apesar de ter entrado no hospital em estado grave, neste momento encontra-se já recuperado e detido, visto ter sido emitida a ordem de prisão preventiva por questões de "Alarme Social" . No seguimento, outro grupo de antifascistas que subia a rua Marcelo Usera foi atacado pela polícia donde resultou mais uma pessoa ferida, desta vez por balas de borracha da polícia.

Em resposta ao assassinato foi convocada em Madrid uma manifestação que contou com 500 a 1000 pessoas, segundo as fontes. Ao fim de uma hora e meia saíram em manifestação e pouco depois de entrarem na rua Gran Via, a polícia apareceu pronta com todo o material antidisturbios atacando os manifestantes. NO seguimento dos confrontos foram arrasadas sucursais bancárias e lojas de moda, ruas foram cortadas e contentores incendiados. Duas pessoas foram detidas.

Foram ainda convocadas manifestações de repúdio por todo o estado espanhol, nomeadamente em Logroño, Valladolid, Barcelona, Zaragoza, Valencia, Castello, Xixon, Coruña, Granada, Allicante, Iruña, Vigo, Caceres, Sevilha...

Em Madrid multiplicaram-se diariamente as concentrações e manifestações de repúdio e solidariedade, convocadas pelos mais diversos grupos, desde os bairros até às universidades.

Para esta próximo Sábado fica o apelo internacional lançado desde Madrid:

"Nestes últimos meses grupos de nazis aumentaram o número de agressões em Madrid, atacando imigrantes em plena luz do dia e com toda a impunidade por parte das autoridades.

No domingo, 11 de Novembro, o grupo de extrema-direita Democracia Nacional convocou uma manifestação contra os imigrantes num bairro operário de Madrid. Um grupo de antifascistas decidiu mostrar a sua oposição e repulsa. No caminho o grupo encontrou-se com um militar neo-nazi que apunhalou o coração de Carlos, um jovem antifascista de 16 anos, causando-lhe a morte , e ao Alejandro no pulmão, que se encontra em estado grave no hospital.

É por isto que colectivos antifascistas de Madrid organizámos uma concentração no centro da cidade (praça do Sol) a 17 de Novembro às 16:30h para impedir uma manifestação fascista convocada para os mesmos dia e hora; e como homenagem ao nosso companheiro Carlos.

Desde aqui, queríamos fazer um apelo para que em todas as cidades do mundo se convoquem acções de resposta nesse mesmo dia.

"Nenhuma agressão sem resposta. Se nos tocam a um, tocam-nos a todos."

Fonte

11/11/07

Madrid, 11 Nov (Lusa) - Um homem foi morto e outras oito pessoas feridas hoje em Madrid durante confrontos violentos entre jovens militantes antifascistas e um grupo de jovens neonazis, anunciou o serviço de socorros madrileno.

De acordo com um porta-voz da polícia, citado pela agência Europa Press, a origem do incidente terá sido uma manifestação convocada para hoje por militantes do partido de extrema-direita Democracia Nacional perto do bairro Legazpi, na zona sul da capital espanhola.

Os confrontos entre os dois grupos começaram na estação de metro de Legazpi e continuaram no exterior, informaram os meios de comunicação social espanhóis.

Os socorristas tentaram durante meia hora reanimar o jovem, "mas isso não serviu de nada" e ele acabou por sucumbir, declarou o porta-voz dos serviços de urgências de Madrid, Javier Ayuso, à rádio espanhola Cadena Ser.

"Levou uma facada no coração", explicou, precisando que pelo menos oito outras pessoas, uma das quais um agente da polícia, foram feridas durante estes distúrbios.

"Um dos feridos encontra-se em estado crítico e está a receber tratamento no hospital", acrescentou o porta-voz das urgências médicas de Madrid."